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Análise: Eduardo Baptista cumpre promessa, comanda melhor atuação do ano e tira Inter do Z-4

25/10/2026

Análise: Eduardo Baptista cumpre promessa, comanda melhor atuação do ano e tira Inter do Z-4

É inegável. Há um novo Inter desde que Eduardo Baptista desembarcou no Beira-Rio. O time está organizado, mantém a intensidade durante os 90 minutos, finaliza melhor, constrói o placar e responde nos momentos de pressão. Muito por conta do trabalho do treinador, que confirma suas promessas e começa a colher os resultados. Além da vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo na tarde de sábado, o Inter foi beneficiado pela derrota do Corinthians por 3 a 2 para o Vasco e deixou a zona de rebaixamento.

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Após a derrota para o Mirassol, o treinador foi aos microfones e prometeu “a melhor semana do ano” antes do jogo de sábado. O discurso parecia utópico. O Colorado tinha acabado de perder e estava repleto de desfalques. Mercado, Villagra e Vitinho, peças importantes da equipe, cumpriram suspensão. Ainda pegaria o Botafogo de Tite, um dos melhores técnicos do país, que tem Danilo como uma das referências.

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Kauan Jesus brilha

Quem duvidou viu o discurso ganhar respaldo em campo. O time teve os retornos de Maripán e Alan Patrick. Peças importantes, sem dúvida. Porém, o técnico seguiu sem Anthoni. Precisou apostar em Kauan Jesus, que estreou contra o Mirassol e fez sua primeira partida como titular contra os cariocas.

Kauan foi um dos principais responsáveis pela vitória. O goleiro realizou três defesas importantes e saiu ovacionado pela torcida. Ganhará sequência no gol, mesmo com o retorno de Anthoni.

O Inter mereceu o resultado. Mesmo diante de um adversário com mais opções individuais, mostrou entrega, organização e chegou a envolver o rival em algumas jogadas.

Os contestados correspondem

O gol de Bernabei, o terceiro, resumiu o que foi o Inter: recuperação da bola, participação de Alan Patrick, movimentação de Alerrandro e chegada do argentino ao ataque.

Thiago Maia e Alerrandro são apostas de Eduardo, assim como Juninho. Preterido e contestado, o zagueiro se firmou como titular com a troca de técnico e fez um gol, o segundo, como um centroavante. Aproveitou a sobra do chute de Maripán e mandou no canto esquerdo de Gabriel Batista.

Aguirre foi outro destaque. Avançado, quase um ponta, atordoou Alex Telles. O gol de Matheus Bahia, o primeiro da partida, nasceu após uma jogada do argentino pela direita. Quase coroou a atuação com um golaço por cobertura. No entanto, a jogada já estava parada por uma falta.

O treinador ainda deu mostras de que pode recuperar Ronaldo. Outro jogador que sofre críticas, o volante foi um dos pilares contra o Botafogo. Deu segurança à zaga, mostrou qualidade na saída de jogo e até se aventurou ao ataque. Merecidamente, saiu de campo aplaudido pelas arquibancadas.

O que se vê na era Eduardo Babtista é um Inter que parecia não existir. A diferença para o que o time apresentava sob o comando de Paulo Pezzolano é evidente. Os resultados começam a aparecer e a permanência na Série A já se mostra mais próxima.

Os torcedores saíram do estádio eufóricos. Depois de sete rodadas, o Inter deixou a zona de rebaixamento. É o 16º no Brasileirão, com 35 pontos, dois a mais que o Corinthians, o 17º. Há motivos, agora no plural, para acreditar em um futuro melhor.

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