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Violência contra cães, incluindo morte de animais, assusta moradores no interior de MG; polícia investiga

21/10/2026

Violência contra cães, incluindo morte de animais, assusta moradores no interior de MG; polícia investiga

Moradores de Divinésia denunciam uma sequência de casos de violência contra animais. A Polícia Civil investiga as mortes e agressões ocorridas no município.

Os episódios começaram em setembro. O caso mais recente ocorreu em 11 de outubro, quando um cão foi encontrado morto em estado de decomposição.

Ao menos outros 6 cães apareceram feridos com cortes pelo corpo e 2 com suspeita de envenenamento. A prefeitura solicitou a abertura de inquérito policial.

A Polícia Militar registrou boletim de ocorrência com um possível suspeito, mas ninguém foi preso. Moradores elaboraram um relatório com fotos dos animais.

Em 2022, a Justiça determinou que o município adotasse medidas para a proteção animal. A decisão ocorreu após ação do Ministério Público em 2021.

Moradores de Divinésia, na Zona da Mata mineira, denunciam uma sequência de violência contra animais no município, que envolvem suspeita de envenenamento, atropelamento e até mesmo morte a facadas.

Os casos começaram a surgir em setembro, e o episódio mais recente aconteceu no dia 11 de outubro, quando um cão foi encontrado em estado de decomposição. Segundo relatos de um grupo de proteção, o animal teria sido ferido com um objeto cortante e seria o quarto morto em um intervalo de aproximadamente um mês.

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Recentemente, ao menos outros seis cães também apareceram com cortes pelo corpo e outros dois com suspeita de envenenamento.

Em um vídeo publicado no dia 30 de setembro nas redes sociais da Prefeitura, representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente informaram que a Administração Municipal entrou com pedido de inquérito na Polícia Civil.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Militar, e o caso encaminhado à Polícia Civil, que informou que as mortes denunciadas no mês passado estão em apuração na 16ª Delegacia de Polícia Civil de Ubá, responsável pela área. Quanto ao cão encontrado morto no dia 11, ainda não houve formalização da denúncia junto às autoridades policiais.

Procurado pelo g1, o Ministério Público informou que a 1ª Promotoria de Justiça de Ubá, sede da comarca, ainda não recebeu nenhuma notícia sobre o ocorrido.

ONG denuncia mutilação, e moradores fazem relatório

Conforme informações da ONG Guardiões dos Animais da cidade de Senador Firmino, que atua também em Divinésia, alguns dos ferimentos envolvem também mutilação dos animais. Entre os relatos estão casos de cães com cortes e lesões pelo corpo.

No boletim de ocorrência registrado em setembro, a polícia menciona um possível suspeito, mas não confirma a autoria dos crimes. Na ocasião, militares fizeram patrulhamento e diligências, mas ninguém chegou a ser preso.

Diante da gravidade da situação e da comoção da população, moradores fizeram um relatório reunindo dados e fotos dos animais recentemente encontrados sem vida ou feridos - como o caso de uma cadela chamada Raposinha, socorrida com suspeita de envenenamento, e do cão apelidado de Cabeção, que teria sido atropelado perto de uma praça pública.

Município teria que implementar políticas públicas

Em 2022, o município foi alvo de uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por falhas na implementação de políticas públicas para o controle populacional e a assistência a cães e gatos. O processo foi ajuizado em 2021 e teve sentença publicada no ano seguinte.

À época, a Justiça julgou parcialmente procedentes os pedidos do Ministério Público e determinou que a Prefeitura adotasse medidas para ampliar a proteção animal. Entre as obrigações estabelecidas constava:

a realização de castrações gratuitas de, no mínimo, 10% da população de cães e gatos por ano oferta de atendimento veterinário a animais em situação de ruaa criação de um banco de dados para identificação dos bichos

A decisão também proibia o extermínio de animais como forma de controle populacional, implementação de um cadastro com informações sobre os animais, seus tutores, quando houver, e dados de saúde, incluindo a vacinação antirrábica.

O g1 fez contato por e-mail com a Prefeitura de Divinésia para saber se as medidas foram tomadas, mas não obteve retorno. A orientação repassada é que a população denuncie qualquer caso suspeito diretamente à Polícia Militar.

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