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Vídeo: Malévola e amiga desembarcam em SP após ficarem presas por 2 dias no Egito: 'Finalmente chegamos ao Brasil'

23/10/2026

Vídeo: Malévola e amiga desembarcam em SP após ficarem presas por 2 dias no Egito: 'Finalmente chegamos ao Brasil'

As influenciadoras brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli desembarcaram por volta das 22h30 desta quinta-feira (22) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Elas retornaram ao país após ficarem dois dias presas no Egito sob a acusação de "comportamento obsceno".

"Finalmente chegamos ao Brasil", disse Malévola ao lado de Bruna, num vídeo que gravaram e encaminharam para o g1 (veja acima). As duas disseram ter pago juntas fiança de R$ 8 mil para serem soltas e responderem ao processo em liberdade.

"Graças a Deus", completou Bianca. "Depois de muito sufoco passado".

"Um sentimento de alívo, né, amiga?", comenta Malévola. "Ser recebida com tanto carinho pelos brasileiros é incrível. Acho que igual os brasileiros não tem."

"Eu não volto para o Egito de maneira alguma. A gente tá sem celular, a gente não teve acesso a comida, a gente não teve acesso a água... foram 24 horas numa sala, sentadas numa cadeira de ferro ali em Alexandria", lembrou Malévola. "Colocaram a gente dentro de um camburão e levaram a gente".

"A gente pagou uma fiança de R$ 8 mil", continuou Malévola. "O meu advogado aqui no Brasil entrou em contato com a Embaixada brasileira no Egito, fez todas as intermediações, deu o seu máximo".

"Tive de fica pelada para eles verem meu órgão genital. Só assim para me tratar bem porque eles viram que eu era mulher", prosseguiu Malévola. "A gente foi humilhada, a gente foi tratada como lixo"."

A defesa de Malévola e Bruna afirmou que vai acionar o Itamaraty e organismos internacionais de direitos humanos para apurar as denúncias de transfobia e abuso feitas por ela e pela amiga Bruna Mercatelli contra a polícia do Egito.

As duas influenciadoras brasileiras são mulheres trans e foram presas na terça-feira (20) em Alexandria por policiais egípcios sob a acusação de assediar pessoas nas ruas. A polícia local informou que as brasileiras gravaram e divulgaram vídeos considerados ofensivos e com gestos de cunho sexual em vias públicas.

Na quarta-feira (21), elas foram soltas após pagar fiança (algo em torno de R$ 2 mil a R$ 4 mil, na conversão para a moeda brasileira). Segundo seus advogados, a previsão é a de que Malévola e Bruna cheguem ao Brasil na noite desta quinta-feira (22) (saiba mais abaixo).

"A gente pretende acionar o Itamaraty para tomar as medidas cabíveis de forma diplomática, e dependendo até Comissão Internacional de Direitos Humanos, da pessoa LGBT e tudo mais", disse nesta quinta ao g1 o advogado Jonatha Carvalho Matos.

Ele quer que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e canais diplomáticos e internacionais investiguem as denúncias feitas por Malévola contra autoridades egípcias. O crime de transfobia existe no Brasil, mas não no Egito.

O Egito tem leis contra "atos escandalosos" na rua e "publicação de material imoral".

'Fui muito humilhada', diz Malévola

Num vídeo postado em sua rede social nesta quinta-feira (22), Malévola chorou e afirmou que ela e Bruna foram presas e abusadas porque são transexuais.

"Eu fui muito humilhada, muito humilhada, muito humilhada. Muito humilhada, gente. Muito humilhada. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui em Marrocos", diz Malévola na gravação. Ela tem mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram.

Em uma publicação, a influenciadora escreveu que os agentes teriam deixado claro que a detenção dela e da amiga ocorreu em razão de suas identidades de gênero. Malévola também relatou ter sofrido crises de ansiedade e pânico após o episódio.

Nas mensagens publicadas em seu Instagram, a influencer escreveu: "Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans" e que teve de "ficar pelada".

"E quando viram a minha vagina começaram a me tratar bem", relatou Malévola. Ela ainda postou que foi "abusada" com Bruna "por diversos policiais."

Celular de Malévola não foi devolvido

Segundo o advogado das brasileiras, o celular de Malévola acabou apreendido pelas autoridades egípcias e não foi devolvido.

"O telefone ficou apreendido. Eles não devolveram o telefone dela. Ela está voltando ao Brasil sem o telefone", afirmou Jonatha.

Depois de pagarem fiança e serem liberadas, as influencers devem desembarcar por volta das 22h30 desta quinta no Aeroporto Internacional em Guarulhos, Grande São Paulo.

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