Um homem suspeito de chefiar o "golpe do falso advogado" foi preso temporariamente nesta terça-feira (20) em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Segundo a polícia, o grupo utilizava informações de processos judiciais para enganar as vítimas e obter dinheiro. O caso investiga estelionato e organização criminosa.
Na operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
Os policiais apreenderam dois carros, uma motocicleta, dinheiro em espécie, celulares e equipamentos de informática.
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Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos principais chefes de um grupo suspeito de aplicar o chamado "golpe do falso advogado" foi preso temporariamente em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a investigação, os suspeitos usavam informações de processos judiciais para enganar as vítimas.
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A prisão aconteceu nesta terça-feira (20), durante a segunda fase de uma operação policial. A polícia não divulgou a identidade do suspeito nem informou se ele passou por audiência de custódia ou se houve alguma decisão judicial após a prisão.
Segundo a corporação, o grupo usava informações de processos judiciais para enganar as vítimas e obter dinheiro. A investigação identificou indícios de divisão de tarefas entre os suspeitos. Veja como funcionava o golpe:
Contato com as vítimas: os suspeitos se passavam por advogados ou representantes de escritórios;Promessa de dinheiro: informavam que as vítimas tinham valores a receber na Justiça;Cobrança de taxas: exigiam transferências bancárias para pagar supostas taxas e custas processuais antes da liberação dos valores;Movimentação do dinheiro: outros integrantes seriam responsáveis por movimentar os valores por contas bancárias de terceiros, possivelmente para dificultar o rastreamento.
A quantidade de vítimas e o prejuízo financeiro causado pelo esquema não foram divulgados. A polícia também não informou quantas pessoas são investigadas nem detalhou a suposta participação do homem preso no grupo.
Prisão e apreensões
A operação foi coordenada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 5 (Deinter-5), de São José do Rio Preto.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A Polícia Civil não informou se todas as buscas ocorreram em Praia Grande ou também em outras cidades.
A ação foi conduzida pelo Setor de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, com apoio da 3ª Equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Durante a operação, os policiais apreenderam dois carros, uma motocicleta de alta cilindrada, dinheiro em espécie, celulares e equipamentos de informática. A polícia não informou a quantia apreendida nem se todos os materiais foram encontrados em Praia Grande.
Segundo a Polícia Civil, o material será analisado para tentar identificar outros possíveis integrantes do grupo e rastrear os valores movimentados pelo esquema. O caso é investigado pelos crimes de estelionato e organização criminosa.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) foi procurada pelo g1 para esclarecer os pontos não informados pela polícia, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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