A Prefeitura de Santarém solicitou reforço emergencial aos governos estadual e federal para combater o avanço de queimadas na zona rural do município.
O prefeito José Maria Tapajós pediu o envio de aeronaves, efetivo da Força Nacional e maquinário pesado para conter frentes de fogo ativas.
A fumaça prejudica a saúde dos moradores e, nesta terça-feira (20), a qualidade do ar foi classificada como moderada, com partículas acima do limite da OMS.
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O avanço das queimadas na zona rural de Santarém, no oeste do Pará, levou a prefeitura a solicitar reforço emergencial aos governos estadual e federal. Diante da seca extrema, da descida do Rio Tapajós e do risco de agravamento dos incêndios florestais, o município pede o envio de aeronaves especializadas, ampliação do efetivo de bombeiros, brigadas e recursos financeiros.
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O pedido foi formalizado pelo prefeito José Maria Tapajós por meio de ofício enviado ao governo do Pará, aos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, ao Ibama e ao ICMBio. O objetivo é conter as frentes de fogo ativas em áreas rurais, margens de rodovias (como a BR-163 e a PA-370) e nas divisas com os municípios de Belterra, Mojuí dos Campos e Uruará.
"A estiagem aumenta os riscos e torna ainda mais urgente o reforço das equipes e dos equipamentos de combate aos incêndios. Por isso, solicitamos o apoio dos governos estadual e federal para ampliar essa capacidade de resposta e proteger a nossa população", destacou o prefeito.
O que o município solicita:
Aeronave: avião ou helicóptero especializado no combate a incêndios florestais com base em Santarém;
Efetivo: reforço de homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros e envio da Força Nacional de Segurança Pública;
Maquinário: veículos e tratores pesados para a abertura de aceiros (faixas sem vegetação que impedem a propagação do fogo);
Fiscalização: suspensão temporária de autorizações para queima controlada e maior rigor contra incêndios criminosos.
Fumaça afeta a qualidade do ar
A preocupação com as queimadas vai além da destruição da floresta. A fumaça gerada pelos incêndios rurais é levada pelo vento e já prejudica a saúde dos moradores da área urbana.
Até esta segunda-feira (19), foram registrados 423 atendimentos, enquanto em outubro de 2025 o total foi de 308. O aumento é de aproximadamente 37% na comparação com os números de todo o mês anterior.
Nesta terça-feira (20), o monitoramento da plataforma internacional IQAir classificou a qualidade do ar em Santarém como moderada. A concentração de partículas finas (PM2.5) na atmosfera chegou a 13,2 microgramas por metro cúbico, o que representa 2,6 vezes o limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
As partículas finas são altamente prejudiciais porque conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório. A recomendação para pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias, é reduzir o esforço físico ao ar livre e evitar manter janelas abertas durante os períodos de fumaça mais intensa.
Atuação local
Enquanto aguarda o retorno das esferas estadual e federal, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e o Comitê de Gestão de Riscos mantêm o monitoramento de focos de calor e ações de fiscalização.
A secretária de Meio Ambiente, Vânia Portela, reforça que a extensão territorial do município exige apoio externo. "A Semma trabalha na fiscalização e orientação, mas a dimensão do nosso território e as condições climáticas exigem recursos adicionais para uma resposta rápida", explicou.




