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RJ registra 211 casos de Mpox em 2026, supera total de 2025 e investiga outros 119 suspeitos

31/10/2026

RJ registra 211 casos de Mpox em 2026, supera total de 2025 e investiga outros 119 suspeitos

Casos de Mpox aumentam 7 vezes no Rio em dois meses

O estado do Rio de Janeiro já registrou 211 casos confirmados de Mpox em 2026, número superior aos 119 contabilizados durante todo o ano passado. Outros 119 casos suspeitos da doença ainda estão em investigação. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ).

Na capital, os casos também estão em alta. Nos últimos dois meses, a cidade confirmou 74 infecções, sete vezes o número registrado no mesmo período de 2025, quando houve dez confirmações.

Em setembro, foram registrados 45 casos, o maior número para um único mês em 3 anos. Em outubro, até o momento do levantamento, foram outras 29 confirmações.

Apesar do avanço da doença, a capital está sem doses da vacina contra o vírus.

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RJ registra 211 casos de Mpox em 2026

Reprodução/TV Globo

Atualmente, dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio.

A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus. Entre os principais sintomas estão febre, dores no corpo e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções de uma pessoa infectada. Também pode acontecer pelo contato com objetos e materiais contaminados.

A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada, mas a doença pode provocar complicações graves e levar à morte.

Mpox pode causar lesões na pele e bolhas

Reprodução/TV Globo

Vacinação é indicada para grupos específicos

Existe vacina contra a Mpox, mas a imunização é destinada a grupos específicos. Segundo o Ministério da Saúde, são prioritários:

Pessoas vivendo com HIV que apresentam comprometimento grave do sistema imunológico;

Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus;

Pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados da doença.

Mpox

Reprodução

O deputado federal Daniel Soranz (PSD), ex-secretário municipal de Saúde do Rio e presidente da Frente Parlamentar da Vacina no Congresso Nacional, defende a compra de mais doses pelo Ministério da Saúde.

Segundo ele, o aumento de casos na capital acende um alerta para outras regiões do país.

“A compra da vacina monkeypox é essencial para evitar a disseminação da doença e garantir a proteção dos grupos mais vulneráveis. A Frente Parlamentar da Vacina estimula e cobra que cada vez mais a gente tenha vacina no tempo correto e no momento que as pessoas precisam. Aqui no Rio de Janeiro, o aumento do número de casos liga um alerta para todo o Brasil”, afirmou.

O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico para avaliação e diagnóstico.

“O que a pessoa tem que fazer é correr para o médico. Essa é uma doença contagiosa por via sexual, por via aérea também, então as outras pessoas que estejam próximas estão sob risco de contaminação”, afirmou.

RJ registra 211 casos de Mpox em 2026

Reprodução/TV Globo

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