Denis Young Kim foi preso pela polícia após agredir o idoso José Ricardo dos Santos, de 79 anos, na última sexta-feira (30) em Osasco.
Câmeras registraram o suspeito dando uma voadora e desferindo pisões na cabeça da vítima. Denis alegou que o idoso havia chutado seu carro, o que é negado pelo aposentado.
O comerciante acumula acusações desde 2010 e foi condenado em 2021 por matar um catador com uma flecha. Ele progrediu para o regime aberto em setembro de 2025.
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O comerciante Denis Young Kim, de 43 anos, preso por dar uma voadora em um idoso, acumula acusações criminais desde 2010.
Segundo policiais ouvidos pelo g1, seu histórico reúne quatro acusações de tentativa de homicídio, além de casos de violência doméstica, furto, adulteração de placa de veículo e posse de droga. Em 2021, ele foi condenado a 14 anos de prisão pela morte de um catador atingido por uma flecha na região central de São Paulo.
Brasileiro naturalizado, descendente de sul-coreanos e formado em Ciências da Computação na Califórnia, nos Estados Unidos, Denis passou a ser alvo de investigações criminais após se estabelecer como comerciante em São Paulo.
Na quarta-feira (4), ele foi preso pela polícia após ter a prisão temporária decretada pela Justiça por suspeita de tentar matar o aposentado José Ricardo dos Santos, de 79 anos, em Osasco, na Grande São Paulo.
O crime ocorreu na última sexta-feira (30). E ele se entregou nesta tarde numa delegacia na capital paulista.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado como tentativa de homicídio pelo 10º Distrito Policial (DP) de Osasco, que identificou o agressor por imagens de câmeras de monitoramento e solicitou sua prisão.
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As imagens registradas na última sexta-feira (30) mostram Denis correndo em direção ao aposentado, que usa muletas e tem deficiência visual. Em seguida, ele aplica uma voadora pelas costas e, depois da queda, desfere pisões na cabeça da vítima.
Denis alegou que José havia chutado seu carro. O aposentado nega qualquer agressão. "Foi maldade. Não fiz nada pra ele. Sou analfabeto, mas não sou ignorante", afirmou José à TV Globo.
Até a última atualização desta reportagem, Denis era considerado foragido.
O g1 tenta localizar a defesa de Denis.
Histórico de violência
O registro mais antigo atribuído a Denis é de 2010, quando ele foi acusado de esfaquear um homem durante uma briga. O caso foi tratado pelas autoridades como tentativa de homicídio. Mais detalhes não foram divulgados.
Em outubro de 2013, ele foi preso em flagrante por outra tentativa de homicídio no bairro do Bom Retiro, região central da capital paulista.
Segundo a investigação, Denis esfaqueou um comerciante de 24 anos. A vítima, também descendente de sul-coreanos, foi atingida na barriga e sobreviveu.
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De acordo com os registros do caso, a agressão ocorreu após uma discussão envolvendo a ex-mulher da vítima, que namorava Denis na época. O comerciante havia ido à casa da ex-esposa para buscar o filho do casal quando Denis apareceu armado com duas facas.
Segundo policiais, ainda em 2013 ele também teria tentado esfaquear e matar o padrasto após uma discussão.
No ano seguinte, em 2014, Denis foi acusado de violência doméstica. A equipe de reportagem busca mais informações sobre o caso.
Flechada matou catador
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Em janeiro de 2016, Denis foi preso em Guarapari, no Espírito Santo, acusado de furtar produtos de um supermercado.
Segundo a ocorrência, ele e um primo foram flagrados por câmeras escondendo mercadorias em uma mochila. Os dois foram indiciados por furto, pagaram fiança e foram liberados.
Meses depois, em setembro de 2016, Denis apareceu no noticiário policial ao ser preso pelo homicídio do catador de materiais recicláveis Aldemir Ribeiro Pontes, de 63 anos, no Bom Retiro, centro de São Paulo.
Segundo a investigação, a vítima recolhia materiais recicláveis com uma carroça quando foi atingida no pescoço por uma flecha disparada por Denis com uma balestra.
Aldemir chegou a ser socorrido, mas morreu em decorrência do ferimento.
Quando foi preso, Denis também foi autuado por suspeita de adulteração de placa de veículo, resistência à prisão e posse de maconha.
A balestra utilizada no crime foi apreendida pela polícia. Para a investigação, o catador foi morto porque estaria atrapalhando a passagem do comerciante.
O caso resultou em denúncia por homicídio. Em 2021, Denis foi condenado a 14 anos de prisão pela morte de Aldemir.
Após cumprir parte da pena, ele passou ao regime aberto em setembro de 2025.




