O Palmeiras precisará apresentar na Justiça os contratos e detalhes da venda de Allan ao Manchester City, da Inglaterra, por causa de uma ação movida contra o Figueirense, desde 2020, pela empresa M&F Investimentos e Participações S/A.
O Palmeiras não é réu no processo. Ou seja, não está sendo julgado ou acusado de nada. Só virou parte da ação por causa dos repasses aos quais o Figueirense tem direito pela negociação, já que detinha um percentual de 10% de Allan.
+ Siga o ge Palmeiras no WhatsApp
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/e/X/MuHawdSF6G2zCfInTaBQ/captura-de-tela-2026-08-31-092050.png)
Em setembro, apresentou à Justiça os seguintes valores e informações:
Transferência definitiva concluída em 1 de setembro de 2026 por 37.416.960,00 euros, pagos em quatro parcelas anuais;Crédito contratual de 10% do valor líquido efetivamente recebido pelo Palmeiras, a ser pago à medida que forem recebidas as parcelas do clube inglês;Além de bonificação de R$ 750 mil, com pagamento previsto para 16 de setembro de 2026. Esse pagamento não pôde ser feito, por determinação da Justiça;E que os valores não se confundem com eventual crédito decorrente do Mecanismo de Solidariedade da Fifa pela formação de Allan.
No período, o Palmeiras informou também pretensões de dois outros concorrentes pelos créditos do Figueirense: uma do Athletico e outra de um processo trabalhista.
Por esse motivo, a Juíza Marcella Leal Restum decidiu que o clube paulista deve reter os valores até os pagamentos serem autorizados pela Justiça.
O Palmeiras acertou, em 24 de agosto, a transferência de Allan por uma composição de 40 milhões de euros (cerca de R$ 240 milhões na época), entre fixo e bônus. O clube teve direito a 90% dos valores, porque antes da Copa do Mundo de Clubes comprou mais 20% dos direitos por R$ 1,6 milhão.
Por determinação da mesma Juíza ainda no dia 14 de outubro, o Palmeiras precisará apresentar os documentos de contratos celebrados em 23 de janeiro de 2019 (chegada de Allan ao clube) e de 8 de maio de 2025 (quando comprou mais 20% dos direitos junto ao Figueirense), por requerimento do Athletico na Justiça.
E deverá detalhar em documentação:
Se recebeu a parcela prevista para 2 de outubro e o valor;O valor líquido recebido e o correspondente aos 10% do Figueirense, já com os descontos;A situação da bonificação contratual de R$ 750 mil;Os valores retidos em cumprimento às ordens dos autos.
O Palmeiras ainda não foi notificado pela Justiça, mas diz que se o for cumprirá a decisão judicial, tomando as precauções necessárias para proteger o caráter confidencial do contrato assinado com o City.
O clube acompanha o andamento das ações ajuizadas contra o Figueirense para saber a quem deverá pagar o valor e informou o clube catarinense sobre a obrigação de repasses, mas que existem ações judiciais que hoje impedem o Palmeiras de realizar o depósito.
Ainda em agosto, a M&F Investimentos pediu o bloqueio dos eventuais valores que o Figueirense tem a receber na negociação, e a Justiça de São Paulo aceitou, determinando a penhora. Foram bloqueados R$ 5,9 milhões do clube catarinense.
Segundo o valor citado no processo em janeiro de 2025, a dívida do Figueirense atualmente é de R$ 8.984.202.
+ Veja mais notícias do Palmeiras
🎧 Ouça o podcast ge Palmeiras🎧
+ Assista a tudo do Palmeiras na Globo, sportv e ge

