A Polícia Civil de Santos investiga como latrocínio a morte do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha. Ele foi agredido após um ato político pró-Lula.
O crime ocorreu na madrugada deste sábado (24) quando a vítima foi abordada por ao menos 7 homens. Os agressores levaram pertences e o celular de Marcelo.
A polícia analisa imagens de câmeras para identificar os suspeitos. A família e o grupo musical suspeitam de homofobia ou motivação política.
A Polícia Civil de Santos, no litoral de São Paulo, investiga a morte do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, agredido por um grupo de criminosos após participar de um ato político pró-Lula, como latrocínio.
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), na madrugada deste sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos sete homens, que gravaram o crime (veja acima). O jovem chegou a ser socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada dias depois.
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O boletim de ocorrência havia sido registrado como lesão corporal, mas a natureza do crime foi alterada após a morte de Marcelo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso passou a ser investigado como latrocínio porque o celular e outros pertences do homem foram levados pelos agressores.
O pai da vítima, Marcelo Rodrigues da Rocha, informou ao g1 que não foi procurado pela polícia até o momento, mas lutará por uma investigação completa para que os responsáveis respondam na Justiça.
Embora a motivação da agressão ainda não tenha sido esclarecida, a Esquerdantina manifestou repúdio à homofobia. Conforme apurado pelo g1, a família também acredita que o crime possa ter relação com homofobia ou ato político.
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Investigação
Conforme a SSP-SP, a equipe do 4º Distrito Policial (DP) está empenhada em identificar e localizar os agressores da vítima. Para isso, os policiais analisam imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais do momento em que Marcelo foi abordado e agredido.
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Os investigadores também trabalham a partir de depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor. Questionada pela equipe de reportagem, a SSP-SP não informou se apura a possibilidade de crimes de ódio.
O caso
Segundo testemunhas ouvidas pelo g1, os amigos estranharam a demora de Marcelo no banheiro e começaram a procurá-lo. Ainda de acordo com os relatos, o engenheiro foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
A Prefeitura de Santos informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou Marcelo à Santa Casa de Santos, onde ele ficou internado.
A Polícia Militar também foi acionada, mas a vítima já havia sido socorrida quando os agentes chegaram ao local.
Repúdio
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Por meio de nota, a Esquerdantina confirmou ao g1 que Marcelo foi agredido e deixado inconsciente no local, onde foi socorrido. O grupo afirmou que exige "a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis".
Embora a motivação da agressão ainda não tenha sido esclarecida, a Esquerdantina também manifestou repúdio à homofobia.
"Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política", ressaltou.
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