Pai lamenta morte de adolescente de 15 anos baleado durante brincadeira em Paracambi
“É difícil pra gente, um menino de 15 anos perder a vida dessa forma. Tá sofrendo muito a família. Meu filho Daniel, que eu amo muito. Meu jogador de futebol que eu nunca mais vou ver ele.”
O desabafo é de Flávio Batista, pai de Daniel Antunes da Rocha, adolescente de 15 anos que morreu depois de ser baleado na cabeça, em Paracambi, na Baixada Fluminense. Em meio à dor, a família tenta entender o que aconteceu e como um episódio que, segundo o pai, teria começado como uma brincadeira terminou em tragédia.
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Daniel morava com os pais no bairro da Fábrica. Ele foi baleado na tarde de [dia], dentro de um imóvel nos fundos de uma casa na comunidade do Sabugo.
Segundo informações da Polícia Militar, moradores acionaram os policiais, que foram até o endereço. A proprietária do imóvel informou que não estava em casa e contou que o espaço onde o adolescente foi encontrado costumava ser frequentado pelo filho dela e por amigos.
Daniel recebeu os primeiros socorros e foi levado para o Hospital Municipal de Lages. Depois, foi transferido para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, mas não resistiu aos ferimentos.
Adolescente de 15 anos morre após ser baleado na cabeça durante brincadeira com arma no RJ
Reprodução redes sociais
Policiais militares que atenderam à ocorrência tentaram obter informações com moradores da comunidade, mas ninguém soube explicar como o disparo aconteceu. Os agentes fizeram buscas na região, mas não encontraram armas nem suspeitos.
Durante a perícia, policiais civis recolheram três munições de calibre .40, dois celulares e um projétil.
O pai contou que Daniel estava acompanhado de um amigo antes de ser baleado. Para Flávio, o disparo pode ter sido acidental. Segundo a versão que chegou à família, os adolescentes teriam encontrado uma arma enquanto brincavam dentro da casa.
“O que a família sabe é que foi um acidente, né? Não foi proposital. Eles estavam brincando, acharam uma arma. Estavam brincando dentro de uma casa e a arma disparou. Infelizmente, feriu meu filho na cabeça”, relatou.
O corpo de Daniel foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que busca esclarecer as circunstâncias do disparo.
Sonho de ser jogador de futebol
Além da dor pela perda do filho, Flávio lembra dos sonhos que Daniel não vai mais poder realizar. O adolescente queria ser jogador de futebol e torcia pelo Flamengo.
No mês passado, ele recebeu um troféu de artilheiro, depois de marcar 18 gols. Segundo o pai, Daniel era muito querido em Paracambi.
“O sonho dele era ser jogador de futebol, jogar no Flamengo. Ele ganhou um troféu no mês passado de artilheiro com 18 gols. Meu filho era muito querido dentro de Paracambi. A gente está sofrendo muito. Uma brincadeira boba que acabou com a vida do meu filho”, lamentou.




