O Coritiba chega à reta final do Campeonato Brasileiro pressionado pela sequência de resultados negativos. A derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, na 31ª rodada, ampliou para seis jogos o jejum de vitórias e manteve o time de Fernando Seabra em alerta.
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Na 12ª colocação, com 39 pontos, o Coxa tem sete de vantagem sobre o Internacional, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.
Os números mostram os desafios para recuperar a estabilidade nas últimas sete rodadas. Além de voltar a vencer, a equipe precisa corrigir problemas defensivos recorrentes e recuperar a eficiência no ataque para evitar que a distância para o Z-4 diminua.
Seis jogos sem vencer
O Coritiba não vence desde 31 de agosto, quando derrotou o Remo por 3 a 2, em Belém. Desde então, foram quatro derrotas e dois empates, com apenas dois pontos conquistados em 18 possíveis — aproveitamento de aproximadamente 11%.
O jejum se prolongou mesmo com oportunidades de recuperação em diferentes cenários, inclusive no Couto Pereira. Sem transformar atuações em resultados, o time perdeu parte da margem de segurança construída ao longo do campeonato.
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Cinco gols marcados no período
O ataque também contribui para a sequência negativa. Nos últimos seis jogos, o Coxa balançou as redes apenas cinco vezes, média de 0,8 gol por partida.
A baixa produção ofensiva reduz a capacidade de reação e aumenta o peso dos erros defensivos. Quando a equipe encontra dificuldades para criar e converter oportunidades, sair atrás no placar torna a tarefa de buscar pontos ainda mais complicada.
16 gols sofridos em seis partidas
O principal sinal de alerta está na defesa. Foram 16 gols sofridos nos últimos seis jogos, média de 2,7 por partida.
As goleadas por 5 a 0 para o Vasco e por 4 a 0 para o Fluminense acentuaram o problema, que também apareceu em outros compromissos do returno.
Mesmo quando consegue equilibrar as partidas, o Coritiba tem encontrado dificuldades para sustentar o desempenho e evitar erros que comprometem os resultados.
Segunda pior defesa no Brasileirão
O recorte recente faz parte de um problema mais amplo. Após 31 rodadas, o Coritiba chegou a 49 gols sofridos e passou a ter a segunda pior defesa da Série A, à frente apenas da Chapecoense nesse indicador negativo.
Para mudar o cenário, o time precisa diminuir os espaços entre os setores, melhorar a proteção à entrada da área e coordenar a pressão sobre os adversários com a cobertura dos laterais. A redução das falhas individuais e coletivas será determinante para recuperar a consistência defensiva.
Sete pontos a mais que o Z-4
Apesar da queda de rendimento, o Coritiba ainda depende dos próprios resultados para administrar a situação na tabela. Com 39 pontos, a equipe está sete à frente do Internacional, primeiro integrante da zona de rebaixamento, a sete rodadas do fim.
A vantagem oferece alguma margem, mas pode diminuir caso o jejum continue. Nesse cenário, os próximos compromissos no Couto Pereira ganham importância: pontuar em casa será fundamental para evitar que a pressão aumente na reta final.
O Coxa volta a campo na segunda-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Grêmio, no Couto Pereira, pela 32ª rodada. O ge acompanha em Tempo Real.



