Clube jovem, com apenas 16 anos de fundação, e de uma pequena cidade de 40 mil habitantes, o Novorizontino vai jogar a Série A do Campeonato Brasileiro pela primeira vez na história. O Tigre do Vale conquistou o acesso neste sábado, na vitória sobre o Fortaleza, e será o caçula da edição 2027.
Fundado em 2010, o Aurinegro de Novo Horizonte faturou seu sétimo, e mais importante, acesso dos últimos 14 anos. O time saiu da quarta divisão estadual em 2012 e chegou à elite do Paulistão em 2016.
Depois de embalar grandes campanhas na primeira divisão, o Grêmio foi rebaixado no Paulista de 2022, mas a queda se provou como apenas um acidente de percurso de um clube que rapidamente voltou aos trilhos. A equipe retornou mais forte do que nunca, subiu o sarrafo e jamais brigou novamente na parte debaixo das tabelas.
A nível nacional, o Novorizontino disputou a Série D entre 2018 e 2020, a Série C em 2021, e a Série B entre 2022 e 2026.
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Depois de duas tentativas fracassadas em 2018, 2019, subiu na Série D de 2020. Logo no primeiro ano na Série C, o Tigre garantiu o acesso.
Na Segundona, sofreu na caótica temporada de 2022, mas encontrou seu caminho na competição a partir do ano seguinte, quando passou a brigar sempre na parte de cima. O problema é que o clube bateu na trave três anos consecutivos e chegou a ficar, de certa forma, estigmatizado pelos fracassos. Agora, porém, todo e qualquer fantasma foi devidamente exorcizado.
O ge detalha, passo a passo, como foi a trajetória do Novorizontino desde a sua fundação em 2010, até os sete acessos e um rebaixamento do mais novo time da elite do Campeonato Brasileiro.
O novo Novorizontino - 2010 a 2014
O Grêmio Novorizontino foi fundado em 2010 para ocupar o lugar deixado pelo antigo Grêmio Esportivo Novorizontino, que chegou a disputar a final do Campeonato Paulista e conquistar o título da Série C antes de fechar as portas, no final da década de 1990.
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A exemplo da agremiação extinta, o Tigre é vinculado à família Biasi e manteve cores e identidade visual embora, na teoria, seja um novo clube. A primeira participação em uma competição profissional - a Bezinha - foi em 2012 e, logo de cara, veio o acesso à Série A3.
Uma vez no terceiro nível estadual, o clube levou apenas dois anos para subir novamente de patamar. E desta vez com direito a título, vencendo com sobras o Independente de Limeira na decisão.
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Mais um acesso - 2015
Se na A3 o Novorizontino precisou de duas participações para subir de nível, na segunda divisão estadual a promoção veio mais rapidamente ainda.
Logo na primeira participação na A2, o Tigre terminou na segunda colocação, garantindo o acesso de maneira antecipada e chegando ao topo do cenário estadual.
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A promoção confirmou a ascensão meteórica do clube, que foi o vice-campeão (o título ficou com a Ferroviária) em um torneio repleto de clubes tradicionais, à frente de equipes como Guarani, Mirassol, São Caetano, Santo André e Paulista, entre outros.
Estreia e consolidação na elite - 2016 a 2019
Estreando no Paulistão em 2016, o Novorizontino teve uma campanha modesta, é verdade, mas sem correr risco ou sofrer sustos. Apesar de a edição do campeonato contar com seis rebaixados, o Tigre não esteve nem perto de figurar entre eles.
Entre 2017 e 2019, o Aurinegro se classificou às quartas de final ano após ano. Curiosamente, foram três encontros - e eliminações - com o Palmeiras nas quartas de final.
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A consolidação no cenário estadual traria ainda outros frutos, rendendo ao clube a oportunidade de passar a disputar o Campeonato Brasileiro. A primeira participação viria em 2018, na Série D daquele ano.
Calendário cheio - 2018 em diante
O Novorizontino estreou no Campeonato Brasileiro na Série D de 2018, devido à boa campanha no Paulistão anterior. E logo na sua primeira participação, não fez feio, chegando à terceira fase, mas caindo para o Linense após fazer dois jogos extremamente disputados (um empate em 2 a 2 e uma derrota por 3 a 2).
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O Tigre repetiu o feito de se classificar para a quarta divisão nacional no ano seguinte e, desta vez, foi o primeiro colocado do seu grupo na fase inicial. A queda, porém, aconteceu antes do esperado e, logo no primeiro mata-mata, o Aurinegro acabou superado pelo Boavista-RJ nos pênaltis.
Escalada nacional e nova conquista - 2021
Na sua terceira participação na Série D, o Novorizontino, enfim, deu o passo tão aguardado. O Tigre conquistou o acesso à Série C passando pelo Fast Clube e chegando à semifinal com a melhor campanha do torneio. É bem verdade que o clube caiu para o Floresta e ficou fora da decisão, mas o objetivo maior havia sido alcançado.
Na terceira divisão, o Aurinegro repetiu o que havia feito em âmbito estadual, anos atrás, e não fez hora, saltando direto para a Série B logo no seu primeiro ano. Mais uma vez, o clube ficou de fora da briga pelo título mesmo com a melhor campanha até então. Nada, porém, que tenha manchado a temporada.
Mesmo porque, em paralelo, o Novorizontino levantou a segunda taça de sua história: o Troféu do Interior ao vencer a Ponte Preta na decisão do torneio, em Novo Horizonte.
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Ano para esquecer - 2022
Na elite nacional e com calendário garantido até novembro com mais de 50 jogos na temporada, esperava-se que o Novorizontino seguisse com a trajetória ascendente. O ano de 2022, porém, tratou de interromper - ao menos momentaneamente - o processo.
Com o técnico Léo Condé e boa parte do elenco do ano anterior mantidos, o Tigre fez um péssimo Paulistão. Não venceu um jogo sequer e acabou rebaixado com uma campanha de apenas três pontos. Na Copa do Brasil, o Tigre também não soube tirar proveito do favoritismo e caiu para a Tuna Luso ainda na primeira fase.
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O clube seguiu a temporada aos trancos e barrancos, em meio a trocas de comando e pouco a se comemorar. No fim, porém, conseguiu evitar o pior - muito mais graças à incompetência dos adversários do que por mérito próprio e se manteve na Série B.
Recuperação e acesso por um fio - 2023
A queda para a Série A2 não fez o Novorizontino tirar o pé do acelerador em termos de planejamento. O clube apostou no técnico Eduardo Baptista e montou um elenco de peso, o que fez a equipe sobrar na segunda divisão estadual e conquistar o acesso sem sustos. Na decisão do título, o Tigre ficou com o vice para a Ponte Preta, nos pênaltis.
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A opção por montar uma equipe forte de olho na temporada como um todo se provou acertada quando a Série B chegou. O Tigre chegou a liderar a competição e fez uma campanha um tanto quanto sólida.
É bem verdade que, no fim, o acesso não veio. E por muito pouco, já que o Aurinegro terminou na quinta colocação a apenas um ponto do G-4. O alicerce para o que viria na próxima temporada, no entanto, já estava implementado.
A maior das frustrações - 2024
De volta à elite estadual e com bagagem na Série B, o Novorizontino teve um início de 2024 mais do que promissor. No Paulistão, o Tigre passou pela primeira fase em um grupo extremamente disputado e, nas quartas, eliminou ninguém menos que o São Paulo, em pleno Morumbis.
Na semifinal, a equipe de Eduardo Baptista jogou de igual para igual com o Palmeiras e acabou eliminada no detalhe, com gol de Endrick. A solidez do time, que se sustentou ao longo da maior parte da Série B, porém, ruiu no momento decisivo. E custou caro.
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O Aurinegro figurou no G-4 praticamente desde o início e chegou à reta final do campeonato dependendo apenas das próprias forças para subir. Nas três últimas rodadas, porém, foram três tropeços. Na 38ª rodada, bastava segurar o empate com o já eliminado Goiás, mas a equipe sofreu um gol nos minutos finais e acabou perdendo o acesso nos critérios de desempate.
Fim de um ciclo e marasmo - 2025
O Novorizontino precisou juntar os cacos após o traumático desfecho e 2024 e apostou na sequência do trabalho de Eduardo Baptista. O Tigre fez um bom Paulistão, desta vez caindo para o mesmo São Paulo que havia eliminado na temporada anterior, e viveu sua melhor campanha na Copa do Brasil até então, se despedindo na terceira fase para o futuro campeão Corinthians.
Mas a turbulência começou antes mesmo da Série B, com a questionável decisão de demitir Baptista - quarto técnico mais longevo do Brasil à época - às vésperas da estreia na competição. Seu substituto, Umberto Louzer, começou bem, mas não manteve o ritmo e acabou dispensado na segunda metade do campeonato.
Enderson Moreira foi o escolhido para assumir o posto e tentou trocar o pneu com o carro em movimento, mas não foi possível. O time apresentou melhora, mas voltou a patinar e, depois de quatro empates consecutivos, viu as chances de acesso acabarem com uma derrota (novamente) para o Goiás, na penúltima rodada.
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Chegada ao topo fazendo história - 2026
O ano de 2026 é, incontestavelmente, o mais icônico da curta história do Novorizontino. O clube fez história com o vice-campeonato paulista (com direito a goleada sobre o Palmeiras na primeira fase). O time perdeu a final para o Corinthians, após ter eliminado Santos e Corinthians nas quartas e semi, respectivamente.
Na sequência do ano, superou a que era sua melhor marca na Copa do Brasil, chegando à quarta fase. A eliminação nos pênaltis para a Jacuipense talvez tenha sido o único ponto baixo da temporada.
Sob o comando de Enderson Moreira, o maior campeão da história da Série B, o Aurinegro fez uma campanha marcada pela regularidade absoluta. O time sempre figurou entre os líderes, bateu seus próprios recordes e, com um ataque avassalador liderado por Rômulo e Robson, enfim chegou à elite nacional com todos os méritos.




