Uma nova etapa de transferência retirou mais 30 jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) que estavam na Praça Euclides Romanini, em Adamantina (SP).
Ao todo, já foram feitas três transferências dos animais, sendo a mais recente no dia 7 de outubro deste ano, quando outros 50 jabutis haviam sido transferidos.
A população de jabutis no local chegou a atingir 250 animais.
De acordo com a prefeitura, a praça virou abrigo para a espécie após constantes solturas e fugas de animais mantidos irregularmente em cativeiro doméstico por moradores da região.
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Uma nova etapa de transferência retirou mais 30 jabutis-piranga (Chelonoidis carbonaria) que estavam na Praça Euclides Romanini, em Adamantina (SP). Eles foram encaminhados para um centro de reabilitação nesta segunda-feira (19).
Ao todo, já foram feitas três transferências dos animais, sendo a mais recente no dia 7 de outubro deste ano, quando outros 50 jabutis haviam sido removidos. A população de jabutis no local chegou a atingir 250 animais.
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Nesta segunda-feira, os 30 animais foram encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Registro (SP).
De acordo com a prefeitura, a praça virou abrigo para a espécie após constantes solturas e fugas de animais mantidos irregularmente em cativeiro doméstico por moradores da região.
Ainda permanecem aproximadamente 80 jabutis na praça, que deverão ser transferidos conforme a disponibilização de novas vagas em unidades autorizadas.
Outros 120 jabutis já haviam sido retirados do local e encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP), conforme divulgado pela prefeitura.
A ação foi resultado do trabalho conjunto entre a Prefeitura de Adamantina, o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP).
Novas ações estão sendo planejadas para dar continuidade ao processo de manejo e destinação adequada dos animais, de acordo com o município.
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Orientação à população
A Prefeitura de Adamantina também alertou que o abandono, a criação irregular ou a introdução indevida de animais silvestres em áreas urbanas podem configurar infrações e crimes ambientais, sujeitos às penalidades previstas na legislação vigente.
A orientação é para que a população não adquira, abandone ou introduza animais silvestres em espaços públicos e, diante de situações envolvendo fauna silvestre, procure os órgãos competentes para receber a orientação adequada.
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Desdobramentos da transferência
A transferência dos demais animais, segundo as autoridades, exige logística especializada, articulação entre órgãos ambientais de diferentes estados e disponibilidade de instituições habilitadas para recebê-los.
Além disso, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) informou em 1º de setembro que havia determinado prazos para que as autoridades realocassem os 180 jabutis que viviam em condições inadequadas na praça de Adamantina.
A intervenção do MP-SP ocorre após o espaço público, sem infraestrutura apropriada para a manutenção da espécie, registrar superpopulação e a permanência dos répteis sem previsão de transferência.
Ainda segundo o Ministério Público, não havia um prazo definido para a retirada de todos os animais. A destinação depende, entre outros fatores, de avaliação técnica, disponibilidade de vagas e da existência de instituições regularmente habilitadas para recebê-los.
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Transferência gradual
Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB), informou que a transferência dos demais animais que permanecem no município será realizada de forma gradual, conforme a disponibilidade de vagas na unidade.
Como a espécie não possui ocorrência natural no Estado de São Paulo, os exemplares precisam ser encaminhados para áreas de ocorrência natural após a recuperação. As novas transferências dos animais de Adamantina também estão condicionadas à realização desses processos no Cetras-SP.
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