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Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado do Exército que sumiu de quartel com fuzil

20/10/2026

Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado do Exército que sumiu de quartel com fuzil

Soldado do Exército Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, desapareceu após sair de quartel com fuzil

Reprodução/Instagram

A Justiça Militar da União (JMU) decretou a prisão preventiva do soldado Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, que sumiu do quartel onde trabalhava, no Recife, com um fuzil e 20 munições. A instituição informou, nesta terça-feira (20), que também concedeu uma ordem de busca e apreensão num imóvel ligado ao militar, em Paulista, na Região Metropolitana, onde ele morava com os avós maternos, no bairro de Pau Amarelo.

O rapaz trabalhava como sentinela no 7º Depósito de Suprimento, localizado no bairro do Cabanga, na área central da capital pernambucana, e foi dado como desaparecido na madrugada do sábado (17), durante uma troca de turno. O caso é investigado no âmbito de um Inquérito Policial Militar (IPM).

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Na segunda (19), uma jovem, que não teve o nome revelado, foi presa por ajudar o soldado a fugir do quartel. Segundo o Comando Militar do Nordeste (CMNE), ela confessou em depoimento ter dado o suporte na fuga e disse que encontrou Pedro Gabriel depois. Ela não é militar, mas, até a última atualização desta reportagem, não foi confirmada a relação entre os dois nem o motivo por que a mulher o ajudou.

A decisão que decretou a prisão preventiva do soldado foi proferida pela juíza federal da Justiça Militar Maria do Socorro Leal. A Justiça Militar informou que, conforme a investigação, o jovem teria deixado o local entre 0h e 2h, levando um fuzil FAL e 20 cartuchos de munição calibre 7,62 mm. Desde o desaparecimento, o Exército e a Polícia Militar estão fazendo buscas em Paulista.

De acordo com a Justiça Militar, a magistrada considerou que os documentos contidos na fase preliminar da investigação, como a escala de serviço, o controle de saída do armamento e os registros da ocorrência, são "elementos suficientes" para justificar as medidas cautelares.

A juíza também levou em consideração o grau de perigo representado pela arma que teria sido levada pelo soldado, "de elevado potencial ofensivo". Para ela, a permanência do fuzil fora do controle da instituição militar representa ameaça à segurança coletiva.

Além disso, conforme a decisão, como o soldado não havia sido localizado nas diligências iniciais, as circunstâncias do caso "poderiam comprometer a segurança da organização militar e afetar a hierarquia e a disciplina".

Buscas

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Segundo o advogado Jario Santos, que defende a família do rapaz, não há imagens de câmeras de segurança que mostrem o rapaz saindo do quartel, nem sequer confirmação de que ele tenha deixado o local.

A mãe dele, Tamires Ferreira, contou que o jovem está há quase dois anos de serviço no quartel e voltou das férias na quarta-feira (14). Ainda de acordo com ela, o rapaz não demonstrou comportamento estranho (veja vídeo acima).

Na sexta-feira (16), Tamires percebeu que o WhatsApp de Pedro Gabriel estava sem a foto do perfil. Ela também disse que o filho não respondeu mais à sua mensagem de "boa noite", como costumava fazer. No dia seguinte, um sargento entrou em contato com ela falando do sumiço do soldado.

Em nota, a Polícia Militar (PM) afirmou que "está apoiando o Exército Brasileiro nas buscas". A Polícia Civil informou que "registrou a ocorrência de desaparecimento", que é investigada pela Delegacia de Pessoa Desaparecida do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste de Recife.

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