A Justiça concedeu liberdade provisória ao advogado Higor Figueiredo e Lagreca nesta quinta-feira (5). Ele havia sido preso na quarta-feira (4) por importunação sexual em Cuiabá.
Segundo a polícia, o homem entrou no banheiro feminino do shopping, bloqueou a porta e fez comentários de cunho sexual a uma jovem de 20 anos.
Apresentando sinais de embriaguez, o suspeito resistiu à prisão, ofendeu os policiais e tentou intimidá-los afirmando ser filho de uma promotora de Justiça.
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O advogado Higor Figueiredo e Lagreca, de 29 anos, suspeito de importunação sexual contra uma jovem de 20 anos dentro do Shopping Pantanal, em Cuiabá, recebeu liberdade provisória após passar por audiência de custódia, nesta quinta-feira (5). Ele havia sido preso na quarta-feira (4).
O g1 tenta localizar a defesa do advogado.
A decisão foi concedida pelo juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
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Segundo a Polícia Militar, o advogado foi preso após entrar no banheiro feminino enquanto a jovem trocava de roupa. Ao ser questionado, ele teria se recusado a sair e feito comentários de cunho sexual. Outras duas mulheres também relataram problemas com o suspeito.
Entenda o caso
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima contou que pediu para o homem deixar o banheiro, mas ele teria bloqueado a porta e permanecido no local. Durante a situação, ele ainda teria dito frases como "você é muito gostosa", o que deixou a jovem com medo.
Uma mulher de 36 anos tentou intervir para afastar o homem, que estaria causando confusão no local. Conforme o registro policial, ela foi ofendida verbalmente e chamada de "vagabunda".
A gerente do estabelecimento, de 35 anos, também denunciou que vinha sendo importunada pelo suspeito. Segundo a ocorrência, a segurança do shopping foi acionada antes da chegada da Polícia Militar, devido ao comportamento agressivo do homem.
Durante a abordagem, os policiais perceberam sinais de embriaguez. Ele teria desobedecido às ordens e resistido à prisão, sendo necessário o uso de força física e algemas para contê-lo.
Ainda conforme o boletim, o advogado continuou a ofender os policiais durante o trajeto até a delegacia. Ele também teria afirmado ser filho de uma promotora de Justiça e ameaçado os militares. Na unidade policial, chutou a viatura e voltou a xingar a equipe.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga as denúncias de importunação sexual, desacato, resistência e injúria.




