Um investigador da Polícia Civil foi alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (20) contra rede de importação de eletrônicos. Uma BMW dele foi apreendida.
Três homens foram presos em flagrante e 28 veículos foram apreendidos em uma garagem. Os policiais acharam acessório de identificação falsificado do Poder Judiciário Federal.
A investigação começou há 2 anos e identificou grupo estruturado que movimentou mais de R$ 460 milhões. Eles usavam pessoas sem capacidade econômica para ocultar patrimônio.
A Justiça autorizou o uso de tornozeleiras eletrônicas para 8 chefes do esquema. Foram apreendidos carros, celulares, dinheiro, joias, armas e drogas na operação.
Um investigador da Polícia Civil foi alvo da operação da Polícia Federal nesta terça-feira (20) contra uma rede clandestina de importação de produtos eletrônicos que teria movimentado meio bilhão de reais. Uma BMW foi apreendida no prédio onde ele mora, em São José do Rio Preto (SP).
Segundo as informações apuradas pela produtora da TV TEM, Janaína de Paula, não havia mandado de prisão contra Arthur Henrique de Oliveira Santos.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/w/roEcDSSOWoeVeNhbLzJg/foto-g1-2026-10-20t114210.220.png)
Das 36 mandados de busca e apreensão emitidos pela 1ª Vara Federal, a polícia cumpriu:
31 em Rio Preto; 2 em Catanduva; 1 em Olímpia; 1 em Franca;1 em Severínia;
A operação também resultou na prisão de três homens em flagrante: Gabriel Victor Oliveira Rodrigues, Gabriel da Costa Ricardi e Paulo Henrique Sousa Lopes, sendo um no São Deocleciano, um no bairro São Marcos e um em um condomínio na Avenida Juscelino Kubitschek.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação de qual deles foi detido em cada endereço. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados citados.
A polícia também apreendeu 28 veículos em uma garagem até a última atualização desta reportagem. Os policiais encontraram ainda um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, destinado a guardar documentos funcionais de servidores.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/B/TkFvWFTqqOfRG48ZLkfA/g1-2026-10-20t073735.949.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/0/S/9EUBATRlaFgvyilWazGg/foto-g1-2026-10-20t082246.821.png)
Como funciona o esquema?
Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal, Alexandre Manoel Gonçalves, a investigação começou há cerca de dois anos, a partir de pequenas apreensões de mercadorias apresentadas no plantão policial.
Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios de uma estrutura mais organizada, capaz de importar grandes quantidades de produtos estrangeiros clandestinamente e distribuí-los no comércio local.
“Foi possível mapear e identificar que não era uma pequena apreensão ou um fato isolado. Ao contrário, é uma organização que fazia parte de um grupo mais estruturado e mais capacitado para fazer grandes volumes”, afirmou o delegado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/1/xcT8XfQD2f2uPbDq37zQ/g1-2026-10-20t073919.811.jpg)
Como funciona o esquema?
Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou uma rede clandestina de importação de produtos eletrônicos, especialmente celulares, que teria movimentado mais de R$ 460 milhões.
De acordo com a corporação, o grupo utilizava empresas e pessoas sem capacidade econômica compatível com as movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos e o patrimônio dos verdadeiros donos.
Uma das estratégias identificadas pela investigação para ocultar o patrimônio dos integrantes do grupo era utilizar outras pessoas na aquisição de veículos. O delegado explicou que os investigados recorriam a pessoas conhecidas como “freteiros”, que emprestariam seus nomes para comprar veículos usados no transporte de mercadorias estrangeiras.
Ainda segundo o delegado, os investigadores identificaram que chefes do grupo moravam em condomínios fechados de alto padrão. A estratégia, conforme a apuração, poderia dificultar o acesso das autoridades aos responsáveis pelo esquema e a fiscalização das lojas e dos produtos.
A investigação identificou 17 pessoas com atuação considerada mais intensa. Do total, 13 já foram presas em flagrante Segundo o delegado, oito delas eram apontadas como principais chefes.
Para esse grupo, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal a aplicação de tornozeleiras eletrônicas, medida que foi autorizada. Segundo Alexandre, a medida cautelar tem o objetivo de evitar que os investigados continuem praticando os crimes apurados.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/P/Lp2RY5THyz0BCgkp0yww/g1-2026-10-20t074712.981.jpg)
A operação
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados e a suspensão de perfis em redes sociais usados para comercializar aparelhos eletrônicos relacionados à investigação.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, celulares novos, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, drogas, armas, medicamentos utilizados para emagrecimento e anabolizantes.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM




