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Hábitos saudáveis e avanços da oncologia reforçam o combate ao câncer de mama

23/10/2026

Hábitos saudáveis e avanços da oncologia reforçam o combate ao câncer de mama

O cuidado com o câncer de mama começa antes mesmo de qualquer sintoma e não termina com o tratamento. Da adoção de hábitos saudáveis aos avanços da medicina, diferentes estratégias contribuem para reduzir riscos, favorecer o diagnóstico precoce e ampliar as possibilidades de cuidado. Neste Outubro Rosa, as oncologistas clínicas Letícia França (CRM: 4913/MT | RQE: 2461) e Carla Nakata (CRM: 6671/MT | RQE: 4280), da Oncomed-MT, destacam a importância da prevenção, da atenção aos sinais do corpo e de uma abordagem cada vez mais personalizada da doença.

A dimensão do desafio aparece nas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que prevê 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Embora não seja possível evitar todos os casos, parte do risco está relacionada a fatores modificáveis, como sedentarismo, consumo de álcool e excesso de peso.

Prevenção começa na rotina - Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar bebidas alcoólicas e controlar o peso são medidas que ajudam a reduzir o risco de desenvolver câncer de mama. O excesso de peso, especialmente após a menopausa, está associado ao aumento do risco de câncer de mama, em parte devido a alterações hormonais, metabólicas e inflamatórias.

Carla Nakata

Assessoria

“O fortalecimento muscular vai além dos ganhos de força e mobilidade. “A prática regular de atividade física, incluindo exercícios de fortalecimento muscular, contribui para a saúde metabólica, melhora a qualidade de vida e está associada à redução do risco de desenvolver câncer de mama. Para mulheres que já enfrentaram a doença, também pode favorecer a recuperação funcional e está associada a melhores desfechos de saúde”, explica Carla Nakata.

Além dos hábitos preventivos, reconhecer alterações nas mamas é fundamental. Caroços nas mamas e axilas, pele com aspecto de casca de laranja, inchaço, ou secreção sanguinolenta pelo mamilo precisam ser investigados. “Não é porque uma mulher fez um exame recente e nota algo novo que não tem que se preocupar. Se surge um sintoma que não existia, é preciso buscar atendimento novamente”, alerta.

Letícia França chama a atenção para as mudanças no perfil das pacientes diagnosticadas com câncer de mama, incluindo mulheres mais jovens.

Letícia França

Assessoria

“Antes, agente priorizava apenas a faixa de 50 anos a 69 anos, mas temos visto mudanças na incidência da doença. Então as pacientes jovens também precisam entrar nesse rastreio porque cada vez mais tem diagnóstico de câncer de mama em pacientes jovens”. Diante desse cenário, entidades como Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomendam a realização da mamografia a partir dos 40 anos de idade.

Tratamento personalizado e novas possibilidades - Os avanços da oncologia ampliaram as opções de tratamento, com terapias-alvo, imunoterapia em situações específicas e novas técnicas cirúrgicas e de radioterapia. A escolha depende das características de cada tumor, incluindo seu subtipo, o estágio da doença e as condições clínicas da paciente.

“Não olhamos só o câncer de mama, mas o seu subtipo. Cada paciente tem a sua doença”, destaca Letícia. A personalização permite direcionar as terapias às necessidades de cada mulher, ampliando as possibilidades de cura e de controle da doença.

Outro avanço importante é a possibilidade de realizar o sonho da maternidade após o câncer de mama. Segundo as oncologistas, a gestação pode ser viável após o tratamento, mas exige planejamento e acompanhamento médico. Como algumas terapias podem afetar a fertilidade, conversar com a equipe oncológica sobre o desejo de engravidar desde o início do tratamento é fundamental para avaliar alternativas de preservação da fertilidade e definir o momento mais seguro para tentar uma gestação.

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