O governo de Minas Gerais anunciou nesta terça-feira (20) medidas para enfrentar o El Niño. Ações incluem caminhões-pipa e ar-condicionado em escolas.
Um comitê de enfrentamento às mudanças climáticas foi criado em setembro de 2026. A preocupação maior "é com os extremos do clima".
Atualmente, 823 dos 853 municípios mineiros contam com estrutura da Defesa Civil. A meta estadual é fortalecer essas equipes locais.
O meteorologista Romero Wanzeler apontou a necessidade de ampliar a coleta de dados climáticos. Há deficiências em regiões como o Triângulo Mineiro e Noroeste.
Representantes alertaram para a importância de a população seguir alertas em períodos críticos. A intenção é evitar mortes com medidas simples.
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O governo de Minas Gerais informou, em coletiva concedida nesta terça-feira (20), que pretende adotar uma série de medidas para enfrentar os efeitos do El Niño no estado. Entre as ações iniciais anunciadas estão o reforço da estrutura da Defesa Civil nos municípios, a contratação de caminhões-pipa para regiões com risco de desabastecimento e instalação de ar-condicionado em escolas e unidades de saúde.
🔎El Niño: é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
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Segundo o órgão, um comitê de enfrentamento às mudanças climáticas foi criado em setembro de 2026, para reunir secretarias e órgãos do estado. A proposta, de acordo com o governo, é concentrar informações e dar respostas mais rápidas aos impactos provocados pelo fenômeno.
Segundo o coronel Paulo Rezende, coordenador estadual de Defesa Civil, a preocupação maior "é com os extremos do clima".
"De um lado, a previsão é de seca mais severa, principalmente no Norte de Minas. Por outro, há risco de chuvas intensas, com possibilidade de enchentes e enxurradas em cidades cortadas por rios e córregos, como já ocorre em períodos chuvosos em municípios da Região Central e da Grande Belo Horizonte", informou.
De acordo com a Defesa Civil, a contratação de caminhões-pipa já está em andamento para atender áreas que podem sofrer com falta de água. O estado também informou que trabalha na instalação de ar-condicionado em escolas e unidades de saúde para enfrentar o calor mais intenso.
Órgão visa ampliar capacidade de resposta dos municípios
Outra frente de atuação é a ampliação da capacidade de resposta nos municípios. Segundo o governo, 823 dos 853 municípios mineiros já têm ao menos uma Coordenadoria Municipal de Defesa Civil ou um agente capacitado para atuar em situações de emergência. A meta agora é fortalecer a estrutura dessas equipes.
“Os próximos passos são além de ter equipe dedicada, é ter logística pra isso. Então também não adianta um agente da Defesa Civil que precisa se deslocar até uma comunidade, não ter recurso para isso. Então o nosso kit de Defesa Civil entrega, por exemplo, uma viatura, um notebook, treina instrumentos digitais mínimos pra ele poder exercer o seu trabalho”, afirmou o coronel.
Segundo o órgão, 30 municípios ainda não têm estrutura mínima de resposta.
De acordo com Romero Wanzeler, meteorologista do Cindec, há também a necessidade de ampliar a coleta de dados climáticos no estado. Segundo o representante, Minas Gerais tem boa cobertura de pluviômetros, "mas ainda há deficiência em informações como temperatura do ar, umidade e velocidade dos ventos, especialmente em regiões como o Triângulo Mineiro e o Noroeste".
"A falta desses dados dificulta tanto a prevenção quanto a reação a eventos extremos", completou.
Além disso, os representantes também alertaram para a importância da população seguir alertas emitidos durante períodos críticos, para evitar mortes que poderiam ser prevenidas com medidas simples, como não sair de casa em momentos de maior risco.




