Idário Silva Dias, foragido do Conjunto Penal de Eunápolis, foi preso na segunda-feira (19) no Espírito Santo. Ele é investigado pelo assassinato de 3 adolescentes.
Apontado como chefe de facção na Bahia, o suspeito é investigado por dezenas de homicídios. A polícia apura o envolvimento dele em outros sequestros e desaparecimentos.
A prisão ocorreu após perseguição e troca de tiros na BR-101. O suspeito ficou ferido e foi localizado em área de mata após 3 horas.
Um dos 16 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, em dezembro de 2024, é investigado por envolvimento nos sequestros e nas mortes de três adolescentes desaparecidas na região, em agosto do ano passado. Idário Silva Dias, de 39 anos, conhecido como “Darinho” ou “Cavaco”, foi preso no Espírito Santo na segunda-feira (19).
Segundo a Polícia Civil da Bahia, Idário teria participado diretamente dos crimes contra Larissa Ribeiro Ferreira, Maria Eduarda Santos Flores e Érica Rodrigues dos Santos, sob ordens de outro integrante da organização criminosa. Ele também é investigado por dezenas de homicídios nos municípios de Eunápolis, Itabela e Porto Seguro.
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Apontado pelas forças de segurança como um dos chefes do Comando Vermelho (CV) no extremo sul da Bahia, o suspeito era considerado um dos alvos prioritários das ações de combate ao crime organizado na região.
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Outros homicídios e desaparecimentos
De acordo com a Polícia Civil, o modo de atuação atribuído ao grupo incluía sequestrar as vítimas, torturá-las e, em seguida, executá-las. Além dos casos envolvendo as três adolescentes, as investigações apontam a possível participação de Idário em outros crimes violentos na região.
Em Eunápolis, a polícia apura o desaparecimento de Douglas Souza dos Santos, levado de casa por dois homens encapuzados no bairro Moisés Reis, em 26 de junho de 2024. Os suspeitos teriam dito que precisavam “resolver” uma situação ocorrida em 2022. Desde então, a família não teve mais notícias dele.
Em Itabela, as investigações incluem o desaparecimento de Anderson da Silva Cruz, de 20 anos, e de um adolescente de 17 anos, após os dois saírem com um desconhecido. A polícia também apura o desaparecimento da servidora pública Juscélia Costa da Silva, de 47 anos, e do companheiro dela, Marcelo dos Santos Souza, de 41.
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Outro caso investigado ocorreu em Eunápolis, durante um confronto armado entre suspeitos e uma equipe policial. Uma criança morreu, e outra, de cinco anos, foi baleada. Segundo as investigações, Idário teria participado do episódio.
Como foi a prisão no Espírito Santo
Idário foi preso na tarde de segunda-feira (19), em Mimoso do Sul, no sul do Espírito Santo, durante uma ação integrada de inteligência das forças de segurança da Bahia, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Informações levantadas pelo Núcleo de Inteligência da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Eunápolis, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Porto Seguro, foram compartilhadas com equipes da PRF na Bahia e no Espírito Santo. Os dados levaram à abordagem de um Chevrolet Onix prata na BR-101.
Segundo a polícia, Idário estava no veículo com outros dois homens quando os policiais tentaram realizar a abordagem. Houve troca de tiros, e dois suspeitos foram presos no local: Uatson Alves da Silva, de 26 anos, e Herdando Baião Lira, de 43.
Idário fugiu armado para uma área de mata e foi localizado após cerca de três horas de buscas, em uma ação conjunta da PRF e da Polícia Militar do Espírito Santo. Ele estava ferido, possivelmente por causa do confronto, e foi encaminhado a um hospital. O grupo seguia em direção ao Rio de Janeiro.
Durante a ocorrência, foram encontradas armas de fogo e explosivos de fabricação caseira no veículo. Os artefatos foram detonados por uma equipe do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar capixaba.
Doze detentos continuam foragidos
Idário estava entre os 16 presos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis na noite de 12 de dezembro de 2024.
De acordo com o balanço informado pelas forças de segurança, dois dos fugitivos morreram em operações policiais e dois foram recapturados, incluindo Idário. Outros 12 continuam foragidos.
O investigado tinha mandados de prisão em aberto e é alvo de apurações por homicídio, participação em organização criminosa, sequestro, tortura, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
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