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Fisioterapeuta de estrelas do jiu-jítsu conta métodos de tratamento e até promessa por recuperação

05/11/2026

Fisioterapeuta de estrelas do jiu-jítsu conta métodos de tratamento e até promessa por recuperação

A edição #401 do podcast Mundo da Luta recebeu a fisioterapeuta Jackeline Figueiredo. Com mais de 28 anos de carreira, a profissional é uma das referências no processo de tratamento e prevenção de lesões em atletas. Em papo com a comentarista Ana Hissa e com as produtoras Beatriz Figliuolo e Vitória Lemos, ela lembrou do seu início na profissão e detalhou como foi cuidar do lutador Saulo Ribeiro utilizando métodos científicos e sua fé. Ouça o episódio completo no player abaixo:

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Jackeline teve o primeiro contato com a fisioterapia por meio de uma amiga do seu irmão. Apesar do desejo inicial de querer cursar medicina, ela prestou o concurso para fisioterapia, resolveu seguir na profissão e se especializou no tratamento de atletas. Ainda no início da carreira, teve um membro da família Gracie como paciente. Depois do atendimento, se aproximou ainda mais do mundo da arte suave.

— O Royler (Gracie) estava com uma lesão séria no cotovelo e perdeu os movimentos dos dois últimos dedos das mãos. Ele parou comigo, eu fiz a avaliação e consegui curá-lo rapidamente e ele voltou. Estava começando o mundial de jiu-jítsu e o ADCC. Eu não tinha entendido que, sem querer, eu entrei na bolha dos Gracie. No momento em que eu entrei, não saí nunca mais — disse Jackeline.

Depois de não se sentir apta para tratar uma hérnia de disco em um paciente, Jackeline viajou para o sul do Brasil na tentativa de aprimorar seus conhecimentos sobre o assunto com um profissional referência na área. Pouco tempo depois, ela foi procurada pelo multicampeão de jiu-jítsu Saulo Ribeiro, que estava com uma hérnia. Mesmo preparada para ajudar o lutador, resolveu recorrer também a São Judas Tadeu, considerado o santo das causas impossíveis.

— Veio o Saulo Ribeiro, que foi um grande atleta de jiu-jítsu, com uma hérnia. Ele já campeão do ADCC, e aquele problema o maltratando. O levei para fazer o diagnóstico e o médico perguntou se ele tinha outra profissão, porque a vida dele como atleta tinha acabado. (...) quando saímos do consultório, ele me disse 'dá um jeito nessa merda'. Eu disse que ia ajudar a curá-lo. Menina ainda, eu não me garantia tanto e resolvi fazer uma promessa. Fui para a Igreja de São Judas Tadeu e prometi que se curasse o Saulo, ia acender uma vela do tamanho dele. Consegui curar ele e acendi uma velinha para agradecer — lembrou.

Apesar de relatar alguns casos de recuperação de atletas, Jackeline ressalta que a fisioterapia também é uma ferramenta importante na prevenção de lesões. Ela explicou que no início dos anos 2000, grande parte dos lutadores que praticavam jiu-jítsu se preocupavam apenas com o treino e acabavam sofrendo com algum problema físico durante o camp.

— No jiu-jítsu era só treino. Muitas pessoas vinham de fora para disputarem o mundial e se machucavam antes mesmo de competir. Eu aprendi muito nesse período. A galera se quebrava demais porque não tinha essa questão da fisioterapia (como ferramenta de prevenção). Hoje me dia está bem melhor — explicou.

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