Neste domingo (8), uma família vendeu doces e canetas no Enem 2026, em Cuiabá. O grupo realiza a atividade há mais de 15 anos para obter renda.
Ao todo, 6 familiares se dividiram em 5 pontos de venda. Os lucros ajudaram a abrir uma lanchonete própria, prevista para ser concluída até janeiro de 2027.
A comerciante Elizângela Moura busca garantir os estudos da filha caçula. Em Mato Grosso, o exame registrou 81.772 inscritos confirmados em 58 municípios.
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Enquanto milhares de estudantes chegam aos locais de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, neste domingo (8), em Cuiabá, a família de Elizângela Delgado de Moura, de 48 anos, se divide para vender água, canetas e doces na porta de escolas e universidades.
🔍Ao todo, 81.772 candidatos tiveram a inscrição confirmada em Mato Grosso. O primeiro dia do Enem 2026 acontece neste domingo (8), com provas aplicadas em 58 municípios de Mato Grosso.
Há 15 anos a renda extra ajuda Elizângela a sustentar os planos da família e agora acompanha a realização de um sonho antigo, que era abrir a própria lanchonete. Neste ano, mesmo com o estabelecimento já em funcionamento, ela afirmou ao g1 que não abriu mão da tradição.
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Ao lado do filho Rudemir Leite da Silva Neto, de 21 anos, e de outros familiares, ela montou mais uma vez o ponto de vendas em frente à Universidade de Cuiabá (Unic), um dos principais locais de aplicação do Enem na capital. Ao todo, seis integrantes da família se dividiram entre cinco locais de prova para aproveitar o movimento dos candidatos.
"A gente já trabalha mais de 15 anos em vários concursos, não é só em Enem. E a gente vem para acrescentar a renda mesmo, né? Pra gente ter melhorar mais, ajudar mais os filhos, neto e é isso. E a diversão também, né?", contou Elizângela.
Além do dinheiro, o trabalho se tornou uma oportunidade de reunir diferentes gerações da família e incentivar os mais jovens a conquistar a própria renda. Para Rudemir, trabalhar ao lado da mãe tem um significado especial.
"É uma sensação boa saber que eu posso estar ali e ela também contando um com o outro", ressaltou.
Das vendas na porta do Enem à própria lanchonete
Segundo Elizângela, a alimentação começou muito antes das vendas durante o Enem. Há 26 anos, ela trabalha preparando e comercializando comidas em shows, feiras e outros eventos, desde salgados até lanches completos.
A lanchonete já está atendendo clientes, embora ainda passe por reformas e ajustes. A expectativa de Elizângela é concluir as melhorias até janeiro de 2027.
"Chega período de final do ano, começo do ano, é uma dificuldade, porque se você não saber administrar seu dinheiro, você nunca consegue passar essa fase do final do ano e o começo do ano", explicou.
Além do empreendedorismo, Elizângela quer garantir que a filha mais nova tenha oportunidades de estudar e construir uma carreira.
"Quero que ela preste uma faculdade, eu quero que ela estabeleça a vida mais cedo do que outros irmãos dela que demorou mais. Então a gente procura trabalhar para filhos", afirmou.




