A família de Edilson Lima realizou a despedida nesta quinta-feira (5) em Teresina. Ele faleceu após a estrutura de uma bandeira cair sobre o ônibus em que estava.
O corpo será levado para Castelo do Piauí, cidade natal da vítima. No município, serão realizados um novo velório e o sepultamento de Edilson.
A família autorizou a doação de órgãos da vítima, beneficiando 5 pessoas. Os transplantes incluem rins, fígado e córneas retirados nesta quinta-feira (5).
Os rins foram destinados a Pernambuco e São Paulo. O fígado foi enviado para Brasília, enquanto as córneas ajudarão pacientes no Piauí.
Edilson faleceu na quarta-feira (4) após ficar internado por 6 dias no HUT. Ele e outra passageira foram socorridos inconscientes no dia do acidente.
Familiares de Edilson Lima, passageiro de um ônibus atingido por uma estrutura metálica que sustentava uma bandeira do Piauí, passaram horas o procurando sem saber que ele havia sido socorrido e internado em estado grave. Sem documentos, o homem foi atendido no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) sem identificação e só foi reconhecido após buscas feitas pela família.
Edilson ficou internado por seis dias após o acidente na Ponte Juscelino Kubitschek, na Avenida Frei Serafim, em Teresina. Ele morreu nesta quarta-feira (5). Após autorização da família, os rins, o fígado e as córneas foram doados, beneficiando cinco pessoas.
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"Ele foi encontrado sem os documentos, então não tiveram como localizar. E aí a gente estava tentando contato com ele, ninguém da família estava conseguindo. A gente divulgou, não sabia onde ele estava, a gente mandava mensagem e não respondia. Buscamos pelo nome dele nos hospitais, no IML [Instituto de Medicina Legal], mas não tinha ninguém", contou o filho da vítima, Paulo Natanael.
"Então tivemos a informação de que tinha um paciente no HUT que tinha sofrido um acidente, mas que estava sem identificação. Retornamos lá e comprovamos que realmente tinha um paciente sem identificação. Fizemos reconhecimento e realmente era ele", completou.
O corpo será levado para Castelo do Piauí, cidade natal de Edilson. No município, onde vivem a mãe e outros familiares, serão realizados velório e sepultamento.
Passageiro voltava para casa após acompanhar familiares a consultas
No momento do acidente, Edilson voltava para casa após acompanhar familiares em consultas médicas. Segundo o filho, ajudar parentes em viagens para atendimento de saúde fazia parte da rotina dele.
"Geralmente era ele que acompanhava os familiares de Castelo [do Piauí], quando eles vinham para Teresina. Ele que acompanhava nas clínicas, nas consultas. E aí ele tinha acabado de deixar minha tia e minha avó, elas seguiram para Castelo, e ele foi pegar o ônibus para voltar para casa", comentou Paulo.
Ao g1, o filho da vítima contou que o pai será lembrado pelo cuidado e dedicação à família.
Entre as lembranças, ele destacou os almoços em família e as frequentes mensagens de preocupação enviadas por Edilson.
“Era um pai muito cuidadoso, muito preocupado. Um dos últimos áudios que ele mandou era perguntando como eu estava da garganta. Ele me chamava de 'filhão'. [...] Eu não morava com ele, mas ele ia lá pra casa e a gente almoçava juntos”, contou.
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Quem era Edilson Lima
Segundo o filho, Edilson trabalhava como autônomo em Teresina e era conhecido pelo cuidado com a família e pela disposição em ajudar parentes e amigos.
Edilson sofreu traumatismo craniano ao ser atingido por uma estrutura metálica que caiu sobre um ônibus na Ponte Juscelino Kubitschek, na Avenida Frei Serafim, em Teresina. No acidente, ele e uma mulher foram socorridos inconscientes.
De acordo com a coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos do HUT, Milena Cantuária, após a morte, os rins de Edilson foram destinados a pacientes dos estados de Pernambuco e São Paulo. Já o fígado foi levado para uma pessoa de Brasília, enquanto as córneas ajudam pacientes do Piauí.
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*Yngridy Vieira e Vitória Bacelar, estagiárias sob supervisão de Ilanna Serena.
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