Um falso professor foi preso nesta quinta-feira (5) em Minas Gerais.
O caso começou após denúncia de abuso contra uma estudante de 10 anos durante aula particular de reforço.
A polícia descobriu que o investigado possui histórico de crimes sexuais.
Após ter a prisão preventiva decretada, o homem fugiu de Garopaba.
Um homem que se passava por professor foi preso suspeito de forjar um "campeonato de Pokémon" para atrair e abusar de crianças e adolescentes em Garopaba, no Sul de Santa Catarina. O jogo utiliza cartas colecionáveis baseadas na franquia japonesa.
O investigado foi localizado em uma pousada em Santa Vitória (MG), nesta quinta-feira (5), após fugir de Santa Catarina. O nome dele não foi divulgado pela polícia.
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As investigações começaram após a denúncia de que o homem abusou de uma criança de 10 anos durante uma aula particular de reforço escolar.
De acordo com o delegado William Testonio Batista, responsável pelo caso, o suspeito trabalhava como monitor e se aproveitou da proximidade com a vítima para cometer o crime, no dia 8 de outubro. Ele não tinha vínculo com nenhuma escola.
"Ele estava hospedado num hostel aqui da cidade de Garopaba e alugou uma sala comercial embaixo deste mesmo hostel. Ele fazia as aulas nesta sala comercial, aqui no Centro", informou.
Durante a investigação, os policiais descobriram que o suspeito já tinha histórico de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
Ele teria organizado e divulgado um campeonato de Pokémon na cidade com a promessa de ensinar crianças e adolescentes a jogar. Para a polícia, o torneio era uma estratégia para atrair as vítimas ao local onde ele morava e trabalhava (veja imagem no anúncio abaixo).
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O investigado também tentou trabalhar em uma loja de brinquedos em Garopaba usando um nome falso, segundo a polícia.
"Ele também ajudaria crianças e adolescentes a aprender esse tipo de jogo. A partir do momento em que descobrimos esse fato e o histórico do investigado, identificamos a intenção de aliciar crianças e adolescentes por meio do jogo de Pokémon", afirmou o delegado.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do homem, que foi autorizada pela Vara Regional de Garantias de Tubarão, após manifestação favorável do Ministério Público.
Prisão em Minas Gerais
Quando os policiais foram cumprir o mandado de prisão em Garopaba, descobriram que o suspeito já havia deixado o local onde morava.
A equipe da Delegacia de Garopaba pediu apoio à Delegacia de Capturas da Diretoria de Investigação Criminal (DEIC), que conseguiu localizar o homem em Santa Vitória (MG). A Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio da Polícia Militar, realizou as buscas e prendeu o investigado em uma pousada.
A investigação continua em Garopaba. A Polícia Civil tem prazo de 10 dias para concluir as diligências do inquérito policial.
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