Uma nova espécie de peixe foi identificada em áreas próximas ao Rio Cajari, no sul do Amapá. Denominado de Laimosemion laranja, o animal mede cerca de 3 centímetros e apresenta coloração alaranjada intensa.
O nome faz referência tanto à tonalidade vibrante quanto ao município de Laranjal do Jari, onde os primeiros exemplares foram encontrados.
Apesar de recém-descrito pela ciência, já enfrenta ameaça de extinção devido ao impacto humano na região.
O estudo, conduzido por pesquisadores brasileiros, mostra que a espécie tem distribuição geográfica restrita a apenas três localidades.
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Uma nova espécie de peixe foi identificada em áreas próximas ao Rio Cajari, no sul do Amapá. Denominado de Laimosemion laranja, o animal mede cerca de 3 centímetros e apresenta coloração alaranjada intensa. O nome faz referência tanto à tonalidade vibrante quanto ao município de Laranjal do Jari, onde os primeiros exemplares foram encontrados. Apesar de recém-descrito pela ciência, já enfrenta ameaça de extinção devido ao impacto humano na região. (Leia mais sobre isso no fim da reportagem)
O estudo, conduzido por pesquisadores brasileiros, mostra que a espécie tem distribuição geográfica restrita a apenas três localidades. Todas sofrem pressão de atividades como garimpo, desmatamento e expansão urbana. Por isso, os cientistas recomendam medidas urgentes de conservação, incluindo a ampliação da Reserva Extrativista do Rio Cajari para proteger os habitats da espécie. De acordo com os critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), o Laimosemion laranja já se enquadra na categoria “Em Perigo” (EN).
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Por que a espécie é conhecida como 'peixe das nuvens'?
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O apelido popular vem de uma estratégia curiosa de sobrevivência. Durante o período chuvoso, esses peixes se reproduzem e deixam os ovos nas poças formadas. Quando a seca chega, os adultos morrem, mas os ovos permanecem guardados no solo. No ano seguinte, com a volta das chuvas, eles eclodem e o ciclo recomeça.
"Principalmente aqui na Caatinga, o pessoal olhava para uma região que não tinha nada de água, mas durante o período chuvoso encontrava esses peixes coloridos. E aí, acreditava-se no passado que eles caíam das nuvens quando a chuva aparecia", explicou o biólogo Yuri Abrantes, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O Laimosemion laranja vive em áreas alagadas que margeiam igarapés, ambientes temporários e extremamente dependentes do regime de chuvas. Essa característica torna a espécie vulnerável a mudanças climáticas e à degradação ambiental.
“Essa relação entre ovo e ambiente é delicada. Em locais impactados pela poluição hídrica, a biologia desses organismos pode ser comprometida. Como a distribuição é muito restrita e os habitats estão degradados, a espécie já corre sério risco de desaparecer”, reforçou Abrantes.




