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Enem 2026: veja como usar a IA para revisar conteúdos e treinar questões

27/10/2026

Enem 2026: veja como usar a IA para revisar conteúdos e treinar questões

Inteligência Artificial pode ajudar estudantes do Enem a revisar conteúdos, criar simulados, resolver exercícios e organizar os estudos.

Especialista recomenda usar provas anteriores do Enem como base para orientar a IA e gerar questões semelhantes às cobradas no exame.

Ferramentas de IA podem criar resumos, mapas mentais e explicar dúvidas, tornando o estudo mais personalizado.

Como a IA pode fornecer informações incorretas, é importante conferir respostas e verificar as fontes em materiais confiáveis.

Na reta final, a recomendação é priorizar exercícios e usar a IA como apoio, sem substituir o raciocínio e a autonomia do estudante.

A Inteligência Artificial (IA) pode ser uma aliada na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ajudando estudantes a revisar conteúdos, criar simulados e identificar dificuldades. Especialistas alertam, porém, que as informações fornecidas pelas ferramentas devem ser conferidas em fontes confiáveis.

Segundo o coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Uninassau Teresina, Vinícius Gonçalves, uma das formas mais eficazes de usar a tecnologia é recorrer às provas de edições anteriores do Enem para orientar as respostas geradas pela IA.

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“A melhor maneira dos estudantes se prepararem, principalmente para gerar questões, é você pegar os modelos de provas anteriores, alocar essas provas dentro da inteligência artificial [...] para ela recorrer apenas a esses dados quando for utilizada para gerar novas questões”, explicou.

Com essa estratégia, os candidatos podem solicitar exercícios semelhantes aos cobrados em edições anteriores e revisar conteúdos que costumam aparecer com frequência no exame.

Como usar a IA para revisar conteúdos

A tecnologia pode ser usada para criar simulados, resumos e mapas mentais, além de explicar conteúdos que geram dúvidas. O estudante também pode solicitar questões sobre temas específicos e acompanhar a própria evolução ao longo da preparação.

De acordo com Vinícius, a personalização dos estudos depende do acompanhamento contínuo do desempenho. Ao registrar dificuldades e acertos em diferentes atividades, o estudante pode usar essas informações para direcionar as próximas revisões.

O professor ressalta, porém, que as ferramentas podem apresentar informações incorretas ou inventadas, fenômeno conhecido como "alucinação" da IA. Por isso, recomenda que os alunos confiram as respostas e solicitem referências para verificar a origem das informações.

“É simples, sempre solicite a fonte. Após você ver uma resposta que não lhe causou muito desconforto ou você tem um material de estudo e o que a IA está falando não condiz com o material do estudo, peça para ela identificar a fonte, que assim a fonte você consegue validar de onde está vindo essa informação”, orientou.

A recomendação é comparar as respostas com materiais confiáveis e gabaritos oficiais.A IA pode ajudar a explicar questões, mas não deve ser considerada uma fonte infalível de informação.

Cuidados na reta final antes do Enem

Na reta final da preparação para o Enem, o professor recomenda priorizar a resolução de questões, em vez de tentar aprender muitos conteúdos novos de uma só vez. Nesse período, a IA pode ser utilizada para criar exercícios com base em provas anteriores e ajudar os candidatos a se familiarizar com a estrutura do exame.

Segundo Vinícius, a prática frequente ajuda o estudante a reconhecer padrões de cobrança e desenvolver estratégias para resolver questões. A ferramenta também pode apresentar novos contextos para temas que aparecem com frequência na prova.

O coordenador alerta, entretanto, que o uso da tecnologia não deve substituir o raciocínio do estudante. Quando utilizada apenas para fornecer respostas prontas, a IA pode gerar dependência e prejudicar o desenvolvimento da autonomia.

“Você pode transformar, em vez de uma ferramenta, uma muleta, onde o aluno fica totalmente dependente das respostas dessa inteligência artificial”, afirmou.

Por isso, a orientação é tentar resolver os exercícios antes de consultar a ferramenta e conferir as respostas em fontes confiáveis. Dessa forma, a IA funciona como apoio ao aprendizado, sem substituir a prática e o esforço necessários para a preparação para o Enem.

*Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.

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