Leandro Paredes não é volante de poucos gols, mas o 43º da carreira, marcado na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, deu-lhe um protagonismo talvez jamais visto em quase 16 anos como jogador profissional. Pelo menos em termos de ser decisivo num jogo crucial. Foi o cara do Maracanã por tudo que antecedia o confronto com os cariocas, inclusive o papelão feito por ele na final da Copa do Mundo de 2026, contra a Espanha. E especialmente pelo gol marcado de fora da área.
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Volta ao Boca e papelão na final da Copa
De volta ao Boca após deixar a Roma em junho de 2025, Paredes, de 32 anos, assumiu rapidamente o papel de principal jogador do elenco e foi convocado para a Copa do Mundo. Mostrou raça e jogou as últimas três partidas da campanha do vice-campeonato argentino com uma fissura na costela, algo que trouxe preocupação ao clube na volta a Buenos Aires.
Mas a imagem deixada não foi só de raçudo. Mostrou-se também um mau perdedor ao arrumar confusão com jogadores da Espanha depois da derrota Argentina na decisão. Agrediu Eric García ao agarrar o pescoço do rival e deu uma banda em Gavi e também levou a mão ao rosto do adversário. Acabou punido com 10 jogos de suspensão pela Fifa e multa de US$ 90 mil (R$ 464,8 mil no câmbio da época).
A volta por cima com superação e heroísmo: "em casa" no Maracanã
A fim de apagar a má impressão deixada, Paredes jogou pelo Boca apenas quatro dias após a final da Copa e teve papel importante na vitória por 1 a 0 sobre o O'Higgins, pelos playoffs das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Deu uma bela assistência. Começava ali a retomada do atleta de 32 anos.
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Consolidou-se novamente como destaque de um time que ostentava 17 jogos de invencibilidade antes de enfrentar o Vasco na Bombonera. O problema é que no último jogo anterior ao confronto com os cariocas, Paredes, que fora poupado pelo técnico Rodolfo Arruabarrena, machucou-se depois de entrar aos 10 do segundo tempo do empate por 2 a 2 com o Instituto e ter de sair aos 26. Uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa esquerda o transformou em carta fora do baralho para os duelos com o time brasileiro.
Paredes ficou fora da derrota na Bombonera por 1 a 0 e da vitória por 2 a 1 sobre o Talleres, no mesmo estádio. Para acelerar o processo de retorno aos gramados, fez uma recuperação com base no seu próprio sangue. O volante realizou um tratamento de plasma rico a partir das suas plaquetas.
Dias depois da lesão, extraiu sangue e partículas de células-tronco e concentrou as partículas em uma centrífuga para separar os glóbulos vermelhos dos brancos, o que concentra cinco vezes mais as próprias plaquetas e fatores de crescimento. A partir disso, esse plasma foi injetado na coxa do atleta. O processo acelera a recuperação (clique aqui e entenda o tratamento).
Deu certo, Paredes entrou em campo aos 11 minutos do segundo tempo e, com um chute de fora da área, garantiu a vitória por 3 a 1 aos 42.
- A vontade de estar, de fazer parte e de ajudar existe sempre. Depois, obviamente, o gol é uma das coisas mais importantes da minha carreira. Sonhei em marcar esse tipo de gols. Nesta fase, quando se classifica para a uma final, tem um impacto muito grande - disse, na zona mista do Maracanã.
Ainda no campo, dividiu o mérito com os companheiros e descartou rótulo de "herói do jogo".
- Heróis são todos, é todo o grupo, que está fazendo um trabalho incrível. Todos estão se esforçando ao máximo, damos mesmo o que não temos. Sempre damos a cara, esse grupo quer coisas grandes - disse à Dsports, ainda no campo.
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Se foi humilde na resposta anterior, "o cara" do Boca no Maracanã fez questão de tirar uma onda. E olha que ele até errou nas contas.
- Essa é uma das noites mais importantes da minha carreira. Tinha jogado duas vezes aqui e vencido duas vezes. Essa é a terceira, me sinto em casa.
Não, Paredes. Essa foi a quarta vez que você jogou no Maracanã. Venceu o Brasil em novembro de 2023, por 1 a 0, com gol de Otamendi. E também pelo mesmo placar em 10 de julho de 2021, quando Di María foi o carrasco da Seleção na decisão da Copa América. Você esqueceu a vitória por 2 a 0 sobre a Venezuela em 28 de junho de 2019, pela Copa América. Mas o que nenhum torcedor do Boca e - muito menos você - esquecerá foi a grande atuação neste histórico 20 de outubro de 2026 para o hexacampeão da Libertadores e finalista da Copa Sul-Americana.


