A despedida ao cantor e compositor Benito Di Paula vai ser nesta terça-feira (20) no Theatro Municipal de São Paulo, em uma cerimônia aberta ao público. Ele morreu neste domingo (18) aos 84 anos.
O Brasil fez o samba, e o samba de Benito Di Paula. Letra romântica, melodia fácil de cantar, arranjos e acessórios exuberantes.
“As pessoas implicavam muito com o visual dele. O Benito se dizia descendente de ciganos, então tinha aquele anel de ouro, aquele cabelo, os ternos”, conta o jornalista e crítico musical Sérgio Martins.
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Na certidão de nascimento, era Uday Vellozo. Nasceu em Nova Friburgo, na Serra Fluminense. Cresceu em uma família de pouco dinheiro, em uma casa cheia de música. O pai ensinou os primeiros acordes no violão. O piano, ele aprendeu depois por conta própria. E foi se apresentando na noite, em boates do Rio, Santos e São Paulo que ele encontrou um jeito próprio de tocar o público. Sentava ao piano como se fosse começar uma conversa. Como se tivesse uma história bonita para contar. "Retalhos de Cetim" foi o primeiro grande sucesso em 1973.
“Fiz ‘Retalhos de Cetim’ porque eu imaginei a luta que é para colocar uma escola de samba na rua, é uma dificuldade, é um trabalho de arte geral”, contou Benito Di Paula no programa "Conversa com Bial" que foi ao ar em 11 de novembro de 2022.
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Dos quadrinhos que lia em uma pensão de italianos, veio a ideia de apresentar o Brasil para um amigo estrangeiro. Um sucesso atrás do outro.
“Benito foi um cara muito corajoso, muito inventivo, em um tempo de muito purismo ainda na música brasileira”, diz o cantor Zeca Baleiro.
O filho herdou a voz afinada e o talento para o piano. Foi com Rodrigo Vellozo o último show. A música de Benito Di Paula fica como legado para muitas gerações de artistas. Outras rodas de samba, pequenas e grandes. Em 2025, uma homenagem do carnaval paulistano emocionou o artista. O cantor e compositor Xande de Pilares, o fã que virou amigo, estava lá:
“Seu legado fica aqui para a gente e para quem quiser usufruir da sua obra. Descanse em paz, meu amigo”.
Benito tratava um câncer de próstata e morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos. Mas a música dele não vai parar de tocar.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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