Tiago Ricardo Felber, de 41 anos, foi condenado a 83 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato do filho Théo Felber, de 5 anos.
O menino foi jogado vivo de uma ponte e morreu por traumatismo crânio-encefálico. O crime ocorreu por vingança contra a ex-companheira do réu.
O conselho de sentença o responsabilizou por homicídio quadruplamente qualificado, homicídio tentado e ameaça contra a ex-esposa. O julgamento ocorreu em São Gabriel.
No dia anterior ao crime, o homem chamou o menino até o quarto e o esganou. A criança ficou desacordada antes de ser arremessada.
O réu se apresentou à polícia e confessou o crime. Testemunhas relataram que ele era controlador e inconformado com o fim do relacionamento.
Tiago Ricardo Felber, de 41 anos, foi condenado pelo tribunal do júri, nesta quarta-feira (4), a 83 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pela morte do próprio filho, Théo Felber, 5 anos. O crime aconteceu em 25 de março de 2025.
O menino estava vivo quando foi jogado da ponte, e a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico devido à queda, segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP). A motivação teria sido vingança contra a ex-companheira e mãe da vítima.
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O conselho de sentença de São Gabriel entendeu que Tiago Felber foi responsabilizado pelos crimes de homicídio tentado, homicídio quadruplamente qualificado (com as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima, dissimulação e pelo fato do crime ter sido praticado contra um menor de 14 anos) e ameaça contra a ex-esposa, Abigail Ferreira.
O júri começou às 10 horas da manhã desta quarta-feira, no Foro de São Gabriel. Ao todo, oito pessoas foram ouvidas em tribunal.
Em seu depoimento, o réu afirmou que não recorda do crime.
"Não premeditei o crime. Eu fiz, mas não me lembro mais. Não sei por que eu matei o meu filho. Nem eu sei responder o por que matei ele", disse Felber ao ser questionado pela promotora Graziela Lorenzoni.
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Relembre o caso
Theo Ricardo Ferreira Felber tinha 5 anos e morava com a mãe, em Nova Hartz, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A criança estava passando alguns dias sob os cuidados do pai.
Segundo a denúncia, no dia anterior à morte, o homem chamou o menino até o quarto e o esganou, fazendo com que ficasse desacordado.
No dia 25 de março, Tiago Ricardo Felber se apresentou em um batalhão da Polícia Militar e confessou ter jogado o filho de uma ponte, conforme a polícia.
Câmeras de monitoramento flagraram Tiago em uma bicicleta, com o filho na frente, horas antes de arremessá-lo (veja imagem acima). Ele teria dito, em depoimento à polícia, que cometeu o crime por vingança.
Relatos de testemunhas ouvidas pela Justiça apontam o homem como controlador, com instabilidade emocional e inconformado diante do término do relacionamento.
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