O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, manteve a prisão do tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31).
Ele é réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, baleada em 18 de fevereiro. O oficial alega que ela cometeu suicídio.
O caso será julgado pelo Tribunal do Júri de São Paulo. O depoimento de Geraldo foi adiado de 28 de agosto para 8 de setembro.
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O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, manteve a prisão preventiva do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A decisão liminar foi tomada após a defesa pedir a liberdade do oficial _queria medidas cautelares, alegando que o oficial estava cooperando com as investigações. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pela Quinta Turma do STJ. A decisão foi publicada na segunda-feira (31) no site do órgão.
Gisele, também policial militar, foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo. Ela foi socorrida e morreu no mesmo dia. Geraldo está preso desde 18 de março, no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte.
Segundo a denúncia e a investigação, Geraldo teria segurado a mulher e atirado na cabeça dela após uma discussão. Depois, teria alterado a cena para simular um suicídio, inclusive colocando a arma na mão da vítima. Ele responde por feminicídio e fraude processual e nega os crimes.
Decisão do STJ
Para manter a prisão, o ministro citou o risco de interferência na produção de provas. Segundo ele, Geraldo ocupava uma posição elevada na hierarquia da PM e há policiais entre as testemunhas. A decisão também menciona indícios de que o oficial teria tentado eliminar vestígios e alterar o local onde Gisele foi encontrada.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado, mas passou a ser investigado como morte suspeita. O corpo de Gisele foi exumado em março, e laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou lesões no rosto e na região cervical compatíveis com agressão.
Geraldo afirma que encontrou a mulher caída no chão e com uma arma na mão após ouvir um barulho enquanto tomava banho. Segundo ele, Gisele cometeu suicídio.
O STJ já havia definido, em abril, que o caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri de São Paulo.
O interrogatório de Geraldo foi adiado pela segunda vez. O depoimento estava marcado para 28 de agosto, mas foi remarcado para 8 de setembro após uma perita do Instituto de Criminalística pedir mais prazo para complementar um laudo.


