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Carlos Miguel relembra o quanto pode marcar seu nome na história em 2026

08/11/2026

Carlos Miguel relembra o quanto pode marcar seu nome na história em 2026

São cinco pênaltis defendidos nos últimos dois meses. Todos em noites eliminatórias de Copas. A história do Palmeiras na temporada ainda não foi completamente escrita, mas certamente o goleiro Carlos Miguel merecerá algumas das mais importantes páginas ao final dela. O arqueiro alviverde foi fundamental para que o Palestra eliminasse o Vasco e fosse a mais uma final de Copa do Brasil.

Gómez e Lescano pararam nos longos braços do goleiro adversário, mas tiveram boas ações ao longo do jogo. Sem eles, provavelmente, o Cruzmaltino não chegaria tão perto da vaga na decisão. O time da casa lutou muito! Marcou bem a maior parte do tempo e ganhou nova vida ofensiva com as mexidas feitas na metade do 2º tempo. O Palmeiras caiu no mesmo período, mas venceu no fim.

Se houve justos questionamentos ao gigante goleiro durante um período de sua primeira temporada inteira como titular do clube, os últimos dois meses chegaram para comprovar seu potencial decisivo quando a bola está na ''marca da cal''. Já tinha defendido três pênaltis nas classificações contra LDU e Fluminense pela Libertadores, competição em que o Palmeiras também está na decisão.

Escalações

Pedro Emanuel confirmou Gabriel como substituto do suspenso zagueiro Saldívia. Andrés Gómez e Cuiabano retornaram ao time na Copa do Brasil. O restante foi a mesma equipe que iniciou a partida em São Paulo. Já Abel Ferreira repetiu inteiramente o time do jogo de ida. Andreas Pereira e Vitor Roque começaram no banco. Maurício foi titular.

O jogo

Elevar o nível de intensidade em cada duelo dentro de campo é premissa para qualquer equipe que enfrenta o Palmeiras nos últimos anos. O Vasco entendeu que não teria como vencer sem tal comportamento, e conseguiu acabar rapidamente com a vantagem construída pelo adversário no primeiro jogo. Precisou de 15 minutos para abrir o placar e inflamar ainda mais São Januário.

Cuiabano recebeu pela esquerda em contragolpe muito bem montado por Paulo Henrique, Bruno Duarte e Thiago Mendes, driblou Giay e cruzou para Colídio emendar de primeira. Murilo não encontrou o camisa 9. Apesar do belo gol precoce e da competitividade, o início do jogo não era necessariamente do Vasco. Pelo contrário. Duas bolas já tinham beijado o poste de Léo Jardim.

Uma delas, inclusive, precedera imediatamente a jogada do gol. Arias e Flaco López acertaram a trave em finalizações que deixaram o Palestra perto de abrir o placar. As duas jogadas originaram-se em roubadas de bola dos paulistas no campo de ataque. O time subia a marcação com as suas tradicionais referências individuais, fazia perseguições, e dificultava a troca de passes cruzmaltina.

Gabriel foi quem mais teve dificuldade. Cometeu erros importantes com a bola. Thiago Mendes e Robert Renan também deram sustos. Lescano era quem melhor se saía. Habilidoso, móvel e inteligente. Superou o combate de Lucas Evangelista algumas vezes e encaixou bons passes. Cuiabano superava Giay com força e velocidade.

Bruno Duarte transitava para a esquerda e arrastava Murilo. Gustavo Gómez se distanciava bastante da sua posição para seguir Colídio. A trocas de posição entre dois dos atacantes vascaínos incomodava os zagueiros adversários. Andrés Gómez também gerava força e velocidade em arrancadas pela direita. Mas a combinação dos fatores gerou poucas jogadas de real perigo.

O Palmeiras tentava fazer crescer sua posse de bola. Esbarrava em uma marcação muito firme e dedicada do Vasco. Por vezes até com entradas mais ríspidas que o permitido. Gabriel poderia ter sido expulso por uma solada na canela de Arias.

Flaco López se destacava no Verdão. Se movia com desenvoltura e vencia duelos contra a zaga carioca. Participou de duas jogadas perigosas até o fim da 1ª etapa. Léo Jardim foi bem em ambas. Primeiro pegando uma finalização de Maurício à queima-roupa, após ajeitada de Flaco. E depois impedindo um gol contra de Sosa, que cortou um ótimo cruzamento do atacante palestrino.

Piquerez e Arias também geravam perigo ao conseguirem combinações pela esquerda. O problema era ter a bola em boas condições pelo setor. Além da ''pegada'' do Vasco para marcar, o gramado prejudicava demais para que posses mais duradouras ocorressem. Os cariocas vigiavam bem também as flutuações de Arias nas costas do meio-campo, algo que gerou problemas em São Paulo.

A busca dos paulistas por trabalhar a bola no ataque se manteve na 2ª etapa. A intensidade dos cariocas para marcar sofreu uma natural queda. Isso fez com que o Palmeiras terminasse mais jogadas. Após uma boa troca de passes e a inversão do lado de Evangelista para Piquerez, o lateral uruguaio passou como quis por Paulo Henrique e marcou um golaço de direita, no ângulo de Jardim.

Andrés Gómez estava desatento e não fechou a linha de passe para Piquerez. Tão pouco conseguiu seguir o ala adversário. Com a bola, cometeu erros que irritaram a torcida anfitriã em dois contragolpes. Mesmo com o empate que lhe dava a classificação, o Palmeiras não deixou de buscar o protagonismo com a bola. Encaixou trocas de passe que mantiveram o time perto da área oponente.

Pedro Emanuel mexeu aos 20 minutos. Tirou o zagueiro Gabriel e o lateral-direito Paulo Henrique. Brenner e Puma Rodriguez entraram. Sosa passou a trabalhar fixamente como zagueiro em uma linha de quatro. O time se montou basicamente em 4-2-4. Andrés Gómez foi para a ponta-esquerda. Brenner partiu do lado direito.

A mudança quase surtiu efeito logo depois. Puma Rodriguez atacou livre a segunda trave, mas finalizou muito mal o bom cruzamento de Andrés Gómez. Abel respondeu com as entradas de Andreas Pereira, Vitor Roque e Arthur. Arias, Flaco López e Maurício saíram. O trio mais avançado foi todo modificado.

A ida de Andrés Gómez para o lado esquerdo do ataque fez o futebol do colombiano crescer. Pouco depois de deixar Puma Rodriguez na cara do gol, ele trouxe para o meio driblando em velocidade e foi derrubado por Murilo. Lescano rolou para Puma Rodriguez na cobrança de falta e o forte chute do lateral entrou no canto de Carlos Miguel. A barreira abriu e ''vendeu'' o goleiro alviverde.

Gómez seguiu infernizando Giay e Murilo pelo lado direito da defesa visitante e o Vasco parecia próximo do terceiro gol. Abel tirou Piquerez e recompôs o ataque com Ramon Sosa. Arthur passou a atuar na ala-esquerda. Depois sacou Murilo, mal em campo, para a entrada de Bruno Fuchs. No Vasco, David substituiu Bruno Duarte. Brenner foi para o centro do ataque.

A reta final do duelo foi aberta. Se o Cruzmaltino acelerava com seu quarteto de ataque e com laterais agressivos ao ter a bola, o Palestra tinha Vitor Roque isolado, mas muito potente fisicamente. Já pensando nas penalidades, Pedro Emanuel colocou Lucas Piton nos acréscimos. Cuiabano saiu. Puma Rodriguez, no entanto, quase resolveu tudo no tempo normal em belo chute de fora da área.

Nas penalidades, Carlos Miguel brilhou ao defender as batidas de Lescano e Andrés Gómez. Esta última já nas alternadas. Thiago Mendes, Sosa, Colídio e Puma Rodriguez marcaram para os donos da casa. Léo Jardim defendeu a cobrança de Giay, que poderia ter dado a vitória aos paulistas. Mas Vitor Roque, Gustavo Gómez, Ramon Sosa, Andreas Pereira e Marlon Freitas converteram.

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