Pagamento do Bolsa Família de outubro foi antecipado nessa segunda (19) para beneficiários de todos os 22 municípios do Acre.
Liberação antecipada atende 225 municípios em calamidade ou emergência no país.
Objetivo é mitigar os efeitos climáticos do fenômeno El Niño nessas regiões.
Para receber o benefício, a renda familiar mensal deve ser de até R$ 218 por pessoa.
Consultas podem ser feitas pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem.
Famílias beneficiárias do Bolsa Família nos 22 municípios do Acre podem receber a parcela de outubro a partir dessa segunda-feira (19), independentemente do final do Número de Identificação Social (NIS).
A mudança faz parte da unificação do calendário de pagamentos para moradores de cidades com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. A unificação também será adotada em novembro e dezembro.
✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
A medida tem vigência inicial de dois meses. Se a situação de emergência ou calamidade pública continuar após esse período, a gestão municipal poderá solicitar a renovação por igual prazo, desde que cumpra os procedimentos previstos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a liberação antecipada atende famílias de 225 municípios brasileiros e alcança cerca de 733 mil famílias neste mês.
Normalmente, o Bolsa Família é pago de forma escalonada, conforme o último dígito do NIS de cada beneficiário. Com a unificação, as famílias que vivem nos municípios contemplados podem movimentar o dinheiro sem precisar aguardar a data correspondente ao número do cadastro.
Para os demais beneficiários, o calendário de outubro segue a seguinte programação:
19 de outubro: NIS com final 1;20 de outubro: NIS com final 2;21 de outubro: NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
Por que o governo antecipou os pagamentos?
De acordo com o MDS, a mudança busca ajudar as famílias de baixa renda a enfrentar os efeitos previstos do super El Niño, fenômeno climático que pode agravar eventos extremos em diferentes regiões do país.
Análises do ministério apontaram que o governo federal reconheceu 518 situações de emergência ou estado de calamidade pública em agosto e setembro de 2026, mais que o dobro das 253 registradas no mesmo período de 2025.
Vereadores de Rio Branco aprovam reajuste de 120% no auxílio-saúde; procuradoria é contraQuatro cidades do Acre vão receber apoio federal para ações de combate à fomeLei que cria auxílio de R$ 2 mil a famílias atingidas por enxurradas é sancionada
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/i/K/l63h51Q7uIWc2wHIY4mQ/bolsa-familia-1-.jpg)
O aumento foi influenciado principalmente por tempestades no Sul do país. No mesmo período, os reconhecimentos relacionados à estiagem e à seca também cresceram, passando de 172 para 239.
Para o último trimestre do ano, a previsão citada pelo governo indica menos chuva que a média histórica em grande parte da Região Norte, além de áreas do Nordeste e do Centro-Oeste. Já no Sul e em partes do Sudeste e do Nordeste, a expectativa é de mais chuva, o que pode elevar o risco de enchentes.
Segundo o ministério, a antecipação busca permitir que as famílias tenham acesso aos recursos mais cedo para lidar com possíveis dificuldades provocadas por secas, falta de água, enchentes e interrupções no abastecimento.
VÍDEOS: g1

