O auditor fiscal Ivaldo Pacheco Lessa Castro foi exonerado de cargo de chefia na Secretaria da Fazenda após afastamento judicial de 180 dias por suspeita de fraude.
Investigações apontam que ele reativou duas empresas de fachada em Gurupi e Palmas, gerando um prejuízo estimado de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
A defesa declarou que não teve acesso aos autos, mas "demonstrará que as acusações existentes não correspondem à verdade" no momento processual adequado.
O auditor fiscal Ivaldo Pacheco Lessa Castro foi exonerado do cargo comissionado de superintendente de enfrentamento a fraudes fiscais estruturadas da Secretaria da Fazenda. O servidor é suspeito de beneficiar empresas de fachada de Gurupi e Palmas. Conforme apurado pela TV Anhanguera, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 400 milhões.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Tocantins de 3 de novembro de 2026. Além da exoneração, a Justiça também determinou o afastamento de Ivaldo do cargo de auditor por 180 dias.
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A defesa do servidor informou que ainda não teve acesso aos autos e, por isso, não irá se manifestar no momento, mas "demonstrará que as acusações existentes não correspondem à verdade" (veja nota completa abaixo).
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O auditor foi nomeado como superintendente em dezembro de 2025. A TV Anhanguera apurou que, após assumir o cargo, ele teria reativado duas empresas que estavam com problemas e haviam sido desativadas pelo superintendente anterior.
As investigações apontaram que as empresas eram de fachada. Uma delas fica em Gurupi e havia sido desativada após a Justiça determinar a suspensão das atividades. Depois de ser reativada pelo servidor, a empresa chegou a emitir cerca de R$ 200 milhões em notas fiscais. A outra empresa investigada é de Palmas.
A Secretaria de Estado da Fazenda do Tocantins informou que os procedimentos administrativos adotados cumprem integralmente à determinações judiciais.
Também afirmou que as medidas estão relacionadas a um inquérito policial em tramitação nas Delegacias Especializadas, cujos procedimentos estão sujeitos a segredo de Justiça. Por fim, afirmou que não compactua com condutas que contrariem a legislação vigente e os princípios que regem a Administração Pública (veja nota abaixo).
O Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado do Tocantins (Sindifiscal) defendeu a presunção de inocência e o devido processo legal, ressaltando que aguarda a conclusão das investigações e não compactua com desvios de conduta.
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Íntegra da nota da defesa de Ivaldo Pacheco
A defesa de I. P. L. C. informa que seu cliente recebeu com surpresa a notícia da investigação e da medida de afastamento de suas funções.
Até o momento, a defesa não teve acesso aos autos do procedimento e, por isso, desconhece o teor das imputações e os elementos que fundamentaram a decisão. Logo, por responsabilidade e respeito ao devido processo legal, considera prudente não se manifestar sobre o mérito antes de conhecer integralmente o conteúdo da investigação.
Justamente por não terem a defesa nem a imprensa acesso ao conteúdo da investigação, qualquer prejulgamento sobre sua conduta seria prematuro. É certo que deve prevalecer a garantia constitucional da presunção de inocência, de modo que no momento processual adequado, a defesa demonstrará que as acusações existentes não correspondem à verdade.
Por oportuno, reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Confia que, com o regular andamento do procedimento, os fatos serão devidamente esclarecidos.
Íntegra da nota do governo do Tocantins
A Secretaria de Estado da Fazenda do Tocantins informa que os procedimentos administrativos adotados cumprem integralmente as determinações judiciais expressamente notificadas a esta Pasta.
As medidas estão relacionadas a inquérito policial em tramitação nas Delegacias Especializadas, cujos procedimentos estão sujeitos a segredo de Justiça.
A Secretaria da Fazenda não compactua com condutas que contrariem a legislação vigente e os princípios que regem a Administração Pública. Reitera, ainda, seu compromisso de colaborar com as autoridades competentes e com todas as ações de investigação, contribuindo para o esclarecimento de eventuais irregularidades envolvendo servidores públicos.




