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Análise: Fluminense flerta com nova noite épica na Libertadores, mas termina revivendo trauma dos pênaltis

22/10/2026

Análise: Fluminense flerta com nova noite épica na Libertadores, mas termina revivendo trauma dos pênaltis

O Fluminense passou perto de uma nova virada épica na semifinal da Libertadores, depois de vencer o Palmeiras, no Nubank Parque, por 1 a 0, gol de Hércules, formando o agregado de 2 a 2, mas acabou eliminado ao perder a disputa de pênaltis por 5 a 3.

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O clube e torcida que sofreram por 15 anos até exorcizar o trauma do vice-campeonato de 2008, reviveram o fantasma de ver a chance de ser campeão da América escapar da forma mais cruel possível.

O jogo de volta que mostrou um roteiro semelhante ao de ida, no Maracanã, mas com erros e eficiência invertidos de lado. Marcão optou por repetir a escalação escolhida no Rio de Janeiro, com a única mudança sendo Hércules no lugar de Martinelli, lesionado. E o que se viu foi um jogo muito parecido na primeira etapa. Um Flu mantendo a bola nos pés em uma zona confortável para o Palmeiras e sem conseguir criar muitas chances de gol.

A exceção foi justamente no primeiro minuto de jogo. Com os ânimos ainda exaltados pelo apito inicial, a equipe conseguiu uma troca rápida de passes com Hulk deixando Arana na cara de Carlos Miguel. O lateral chutou fraco para a defesa do goleiro sem problemas. Essa, inclusive, foi a única finalização tricolor na direção do gol em todo o primeiro tempo, que teve um total de duas, sendo a outra uma cabeçada para fora.

Se não criava, também não sofria muito atrás. Os palmeirenses não tiveram pudor em controlar a partida sem a bola e tentar estocadas pontuais. Na melhor delas, Piquerez bateu Guga na velocidade e cruzou para Giay. O lateral-direito finalizou de primeira e isolou. A grande diferença é que dessa vez o adversário não conseguiu ser efetivo e abrir o placar, como fez no primeiro encontro.

Moleque de Xerém resolve de novo

Depois de ser forçado a trocar Millán ainda na primeira etapa, Marcão optou por mudar no intervalo e colocar Serna no lugar de Savarino, o pior do time em campo. A entrada do colombiano melhorou o vigor e a recomposição do time, a pressão no campo de ataque, mas não agregou muito ofensivamente. O Palmeiras cresceu, principalmente após algumas das principais peças do time, como Ganso e Hulk, começarem a dar sinais de cansaço.

,A virada de chave aconteceu somente aos 34 minutos, quando o treinador tirou Canobbio e Guga para colocar Samuel Xavier. Foi justamente dos pés da dupla de reservas que o rumo da partida mudou. O Moleque de Xerém tabelou com Hulk, depois com o veterano lateral e deu assistência para Hércules chapar da meia-lua e abrir o placar. Apenas o segundo chute na direção do gol dado pelo time. Foi também o último.

Dali para a frente o Palmeiras foi quem mais tentou o empate, mas sempre de forma cautelosa. Enquanto o Fluminense buscava explorar o primeiro momento que o adversário se abria na eliminatória para tentar um contra-ataque e evitar os pênaltis, mas também sem sucesso.

Coube à disputa de penalidades a responsabilidade de decidir quem seria o primeiro finalista da Libertadores 2026. E a maior fábrica de vilões do esporte acabou colocando sobre Nonato, um dos melhores em campo, um rótulo que ele não merecia.

Curiosamente, na eliminatória em que mais mereceu passar em toda a Libertadores é justamente quando o Fluminense dá adeus. Restam sete jogos na temporada para buscar estar novamente no torneio em 2027. Afinal, para exorcizar o trauma de 2026, é preciso seguir jogando a Libertadores.

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