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Advogado é investigado por suspeita de ficar com dinheiro de clientes em Macapá

05/11/2026

Advogado é investigado por suspeita de ficar com dinheiro de clientes em Macapá

Um advogado foi afastado das atividades profissionais por decisão da Justiça após se tornar alvo de uma investigação da Polícia Civil por suspeita de apropriação indébita de valores de clientes em Macapá.

Segundo a polícia, pelo menos 26 boletins de ocorrência foram registrados contra o profissional. Os relatos apontam que clientes contratavam serviços jurídicos e realizavam pagamentos, mas não recebiam o atendimento esperado.

De acordo com a investigação, algumas vítimas afirmam que o advogado alegava dificuldades ou imprevistos para justificar a falta de andamento dos casos.

Um advogado foi afastado das atividades profissionais por decisão da Justiça após se tornar alvo de uma investigação da Polícia Civil do Amapá por suspeita de apropriação indébita de valores de clientes em Macapá.

Segundo a polícia, pelo menos 26 boletins de ocorrência foram registrados contra o profissional. Os relatos apontam que clientes contratavam serviços jurídicos e realizavam pagamentos, mas não recebiam o atendimento esperado.

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De acordo com a investigação, algumas vítimas afirmam que o advogado alegava dificuldades ou imprevistos para justificar a falta de andamento dos casos. Com o passar do tempo, porém, ele deixava de responder às tentativas de contato.

Uma das denunciantes contou que pagou cerca de R$ 1,8 mil pelos serviços contratados, mas afirma que o acordo não foi cumprido.

"Em outros casos ele recebeu para o exercício profissional, ajuizou a ação, recebeu o valor daquela demanda judicial em sua própria conta e não repassou para o seu cliente", disse o delegado Nixon Kenedy, responsável pela investigação.

A Polícia Civil também investiga outras situações em que o profissional teria tido acesso a valores pertencentes aos clientes. Os detalhes dessas apurações não foram divulgados para não comprometer o andamento do inquérito.

Diante das denúncias, a polícia pediu a prisão preventiva do advogado. O pedido foi negado pela Justiça, que optou pela aplicação de medidas cautelares.

Entre as determinações estão a suspensão do exercício da advocacia, a proibição de deixar Macapá sem autorização judicial e o comparecimento periódico à Justiça.

O caso continua sendo investigado e a Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem uma delegacia para registrar ocorrência.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB-AP) informou que não foi comunicada oficialmente sobre os fatos investigados. A entidade afirmou que eventuais irregularidades serão apuradas e, caso comprovadas, os responsáveis estarão sujeitos às medidas disciplinares previstas na legislação e nas normas da instituição.

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