A Justiça concedeu perdão de pena ao advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos. Ele cumpriu a pena pela morte de uma estudante.
O perdão alcança a condenação de 1988 pela morte de um delegado. Santos também já cumpriu integralmente os 19 anos de pena pelo homicídio de uma jovem em 2004.
A decisão não afeta a investigação sobre o atropelamento e morte de Ilmes Dalmes, de 72 anos, em janeiro de 2026. Ele fugiu sem prestar socorro.
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A Justiça de Mato Grosso concedeu perdão de pena ao advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, condenado pelo assassinato de um delegado e de uma estudante de enfermagem. A decisão foi assinada nessa segunda-feira (19) pela juíza Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, da 4ª Vara Criminal de Rondonópolis.
O perdão envolve a condenação pela morte do delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1988, no Rio de Janeiro, e outra por falsa identidade.
A decisão não encerra o caso mais recente envolvendo o advogado. Ele é investigado pela morte de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72 anos, atropelada na Avenida da FEB, em Várzea Grande, em janeiro de 2026.
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O processo sobre o atropelamento continua em andamento, e ainda não há condenação. O Ministério Público também deve se manifestar sobre o encerramento das penas antigas antes de uma nova análise da Justiça.
Morte de estudante
Em outro caso, Paulo Roberto foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato da estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, ocorrido em 2004, em Juscimeira, a 164 km de Cuiabá. A Justiça considerou que ele cumpriu integralmente a pena.
Segundo as investigações, a jovem foi asfixiada em uma banheira de motel, teve o corpo decapitado e jogado em rios da região. O advogado foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsificação de documentos.
Atropelamento de pedestre
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O atropelamento ocorreu quando Ilmes tentava atravessar a Avenida da FEB a pé. Com o impacto da batida, o corpo da vítima é arremessado para o outro lado da via e é atropelado novamente por outro carro.
Após o acidente, Paulo fugiu do local sem prestar socorro. Já o condutor do segundo veículo permaneceu no local, prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram que a vítima estava a menos de 50 centímetros do canteiro central da avenida, praticamente concluindo a travessia, quando foi atingida.




